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Dancin' Days faz 30 anos e ainda inspira

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da TV Press

06/07/2008 | 07:01


Há 30 anos, o Brasil começou um processo de abertura política, marcado pelo término do AI-5. Neste cenário de transição no País, estreava a frenética e multicolorida novela Dancin' Days, que ficou no ar de 10 de julho de 1978 a 27 de janeiro de 1979.

O ritmo eletrizante da discoteca, inspirado no filme Os Embalos de Sábado à Noite - estrelado por John Travolta - e a nova linguagem dramatúrgica proposta por Gilberto Braga - com diálogos cada vez mais naturalistas -, mudou o cenário das telenovelas no País. Apoiado por Janete Clair, o autor deixava para trás sua carreira como adaptador de obras, como Escrava Isaura e Senhora, para estrear no horário nobre da Globo. A emissora, temendo um grande fracasso, só concordou porque Janete Clair garantiu que, se a história fracassasse, ela continuaria a novela.

Protagonizada pelas irmãs Júlia Matos e Yolanda Pratini, de Sônia Braga e Joana Fomm, a trama contava a história de Júlia, uma ex-presidiária que tentava reconquistar o amor da filha Marisa, da então estreante Glória Pires. A menina foi criada por Yolanda na alta sociedade carioca. "Esse tema surgiu quando a Janete assistiu a um Globo Repórter sobre mulheres no presídio e me ligou sugerindo que eu fizesse alguma coisa sobre uma mulher que saía da prisão", lembra Gilberto.

Com uma abertura dançante, embalada pela canção Dancin' Days, das Frenéticas, a novela dirigida por Daniel Filho nos primeiros 26 capítulos lançou modismos da era disco. Entre eles, a famosa meia de lurex usada com salto alto e as blusas coloridíssimas de Júlia.

A trama retratava com fidelidade a high society carioca com o casal Yolanda e Horácio, de José Lewgoy. "Foi aí que deslanchei como atriz. Fiz tudo para que Yolanda não virasse uma caricatura. Pedia por favor para que ela não ficasse boazinha no final da história", destaca Joana Fomm.

As personagens Júlia e Yolanda, que rivalizaram toda a história pelo amor de Marisa, de Glória Pires, protagonizaram uma das cenas mais marcantes da história da dramaturgia numa longa briga no último capítulo da trama, com direito a tapas e puxões de cabelo.

"Essa cena foi um fenômeno. O Daniel Filho deu todo o tom da história, ajustou uma luz impecável e enfatizou cada detalhe. Todos tinham muita química", elogia Sônia Braga.

Durante a história, Júlia se envolve com Cacá, de Antônio Fagundes, e Beto, do estreante Lauro Corona, que vira namorado de Marisa. Já no meio da história, a ex-presidiária se casa com o rico Ubirajara, de Ary Fontoura.

Diante da disputa das irmãs que movia toda a trama e dividia o público, Gilberto Braga se surpreendia com o sucesso que ele mesmo duvidava que poderia dar tão certo. "Virei uma celebridade na época. Vivia em estado catatônico", diverte-se o autor, que assume que presencia um déjà vu atualmente. Segundo ele, A Favorita, de João Emanuel Carneiro, usa o mesmo argumento da briga entre duas mulheres por uma filha, sendo que uma também é ex-presidiária.

"Percebo semelhanças e até acho natural. Isso sempre acontece com novelas", minimiza. Já Joana Fomm é enfática. "Assim que vi a Cláudia Raia como a Donatela, falei: olha lá a Yolanda! Tenho certeza que elas também devem ser irmãs na novela", aposta.



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