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Filme 'Madame Satã' faz sucesso no Festival de Biarritz


Da AFP

03/10/2002 | 14:50


O brasileiro Madame Satã, de Karim Ainouz, e o argentino Tan de Repente, de Diego Lerman, são dois filmes de estréia que têm em comum a exaltação das contradições, e ambos foram igualmente aplaudidos no Festival de Biarritz.

Por sua qualidade, Madame Satã lhe valeu figurar na seleção oficial fora de competição do último Festival de Cannes.

Nele, Ainouz faz o retrato de um personagem contraditório e fascinante: João Francisco dos Santos, figura célebre da Lapa nos anos 30, que foi delinqüente, travesti, rainha do carnaval, presidiário e pai adotivo de sete filhos.

Um personagem cheio de dualidades, ao mesmo tempo violento e terno, forte e frágil, artista e criminoso, encarnado de maneira magistral por Lázaro Ramos, um ator de excepcional sutileza.

Por meio dele, o diretor ressuscita um Rio hoje desaparecido, descrevendo uma época na qual se forjou a cultura de uma cidade feita de mestiçagens.

Lerman, por sua vez, é mais uma amostra de que o cinema argentino está cheio de talentos. O diretor optou pelo branco e preto retomando o tema e os personagens de seu curta La Prueba.

O filme narra a trajetória de três moças. Márcia, uma jovem gorda e depressiva, cuja vida rotineira dá uma virada inesperada ao conhecer duas moças punk, que se fazem chamar "Lenin" e "Mao" e que a arrastam para um caminho que tomará rumos surpreendentes.

De crua e violenta, a narrativa vai se tornando humorística e terna à medida que vão aparecendo sutilezas e contradições nos personagens. A mudança de tom primeiro surpreende, em seguida diverte e leva o espectador a um desenlace tão simples como humano, todo ele com a força de um branco e preto de grande beleza plástica.

As contradições dos personagens e as situações limites são pintadas pelo diretor com um toque de desencanto, algo de fatalismo e muito humor, o mesmo com o qual conta que nasceu em Buenos Aires a 24 de março de 1976, o dia em que os militares argentinos davam o golpe de estado de trágica memória.



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