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Rio Grande pode ficar sem transição


Leandro Cervantes
Especial para o Diário

09/11/2004 | 09:57


Se depender do clima existente entre o atual administrador de Rio Grande da Serra, Ramon Velasquez (PT) e o prefeito eleito, Adler Kiko Teixeira (PSDB) a idéia de se criar um governo de transição no município pode ficar só nas intenções.

Apesar de ambos se declararem favoráveis ao processo - que possibilitaria à próxima administração iniciar seu governo mais bem informada sobre a situação da prefeitura -, encerrado o segundo turno das eleições e passado mais de um mês do primeiro, falta diálogo e sobram acusações dos dois lados.

Após Ramon ter iniciado, informalmente, a conversa sobre o assunto, Kiko enviou um ofício ao atual prefeito solicitando a disponibilização de uma equipe do governo para inteirá-lo sobre "aspectos da máquina administrativa." O tucano, no entanto, reclama que o documento protocolado em 27 de outubro continua sem resposta.

"Queremos saber quais os compromissos (gastos) já assumidos pela prefeitura. Aqui em Rio Grande nunca houve governo de transição. Queríamos concretizar isso (transição), mas se não for da vontade da prefeitura, paciência, será do jeito antigo mesmo", diz.

Ramon Velasquez, por sua vez, acusa os correligionários e assessores de Kiko de manterem o clima hostil de campanha e reclama até do tom da carta de Kiko. "Ele (Kiko) me manda uma carta fria, curta e grossa. Até aí tudo bem, só que no cotidiano é diferente. Todos os sinais têm sido negativos. Meu pessoal é hostilizado o tempo todo pelo pessoal dele nas ruas", denuncia. "Para mim, a eleição se encerrou no dia 3 de outubro, ele (Kiko) tem que acalmar o pessoal dele."

A despeito das acusações, o prefeito diz estar disposto à disponibilização de funcionários e informações para Kiko e sua equipe, mas condiciona sua decisão à melhoria do clima atual. "Sei o quanto é difícil pegar uma prefeitura sem ter informações, passei por isso. Estou aberto à transição, mas não vou arriscar colocar meu pessoal com o dele se não houver respeito, um clima digno", argumenta Ramon.

Kiko rebate as acusações e diz desconhecer a existência de tal comportamento entre seus assessores e aliados. "Da nossa parte não (há ataques). Nós ganhamos e estamos comemorando. Eles (petistas) é que não sabem perder", provoca.

Mal tempo à parte, ao ser questionado se pretende responder oficialmente à solicitação de Kiko, Ramon diz estar mais preocupado em deixar "a casa ajeitada o mais dignamente possível", mas que está preparando a resposta ao seu sucessor.



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