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Em Rio Grande, duplicação de ponte preocupa população

Aterramento teria provocado assoreamento de curso d'água


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

19/06/2012 | 07:00


A obra de duplicação da ponte sobre o Rio Grande, na Avenida Guilherme Pinto Monteiro, no Centro de Rio Grande da Serra, virou motivo de preocupação para moradores e ambientalistas. Isso porque o aterramento das margens estaria assoreando o curso d'água. A etapa, que é necessária para a instalação das fundações, começou há cerca de um mês e é realizada sem barreira de proteção.

No local, é possível observar que a terra escorre para dentro do leito. A Prefeitura, por sua vez, garante que não há depósito de sedimentos no fundo do rio.

O tecnólogo em radiologia Sandro Régis de Oliveira, 39 anos, morador da Vila Lopes, utiliza a via, próxima à linha do trem, rotineiramente. O problema chamou a atenção de Oliveira. "Vi quando a máquina tirou a terra do lugar e jogou dentro do rio. O engraçado é que a empresa responsável pela obra se chama Preserva Engenharia. Não estão preservando nada."

O ambientalista Virgílio Alcides de Farias, do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do Grande ABC, apura denúncia de que as intervenções não teriam licença ambiental, o que a Prefeitura nega. "Ali é APP (Área de Preservação Permanente). O rio deságua na Billings e carrega esse sedimento justamente para o braço da represa que abastece a região, o que diminui a capacidade do reservatório", afirmou. A expectativa de Farias é conversar com a população e mover ação popular para barrar a continuidade das intervenções da forma como vem sendo feitas.

A duplicação da ponte é reivindicação antiga dos moradores, já que a avenida liga a região central do município a Ribeirão Pires e a bairros populosos como Vila Lopes, Vila São João e Pedreira, entre outros. As obras começaram em 2 de maio e a previsão para conclusão é de quatro meses. O investimento de quase R$ 1,7 milhão é proveniente do governo do Estado.



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