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Guatemala: democracia e pobreza serao desafios do presidente


Do Diário do Grande ABC

10/01/2000 | 10:43


Cumprir os acordos de paz firmados em 1996 para consolidar a democracia na Guatemala e reduzir a pobreza que afeta 80% de seus 11 milhoes de habitantes sao os principais desafios do direitista Alfonso Portillo, que na próxima sexta-feira será empossado como novo presidente desta naçao.

Portillo encontrará um país com 64% dos compromissos de paz nao cumpridos pelo Governo, segundo a Missao de Verificaçao das Naçoes Unidas na Guatemala (Minugua), uma incrível taxa de analfabetismo (29% entre a populaçao geral e 58% entre os indígenas), um déficit fiscal de 2,8% e uma inflaçao de 5,15% (índice de novembro passado).

No ano passado, a Guatemala registrou um crescimento econômico de 3,5%, o que reflete uma desaceleraçao em relaçao com os 4,9% registrados um ano antes.

O cumprimento dos compromissos de paz, que puseram fim a uma guerra de 36 anos que causou mais de 200 mil mortos e desaparecidos, é a prioridade principal de Portillo para estabelecer um pacto de governabilidade com a oposiçao política e sua saída para a crise econômica que denunciou.

``Os acordos constituem a base para realizar a reforma estrutural que o Estado guatemalteco necessita com urgência'', afirmou o político, um economista e advogado de 48 anos.

``Nos compromissos, está a base para fortalecer a educaçao, a saúde, o caso dos povos indígenas (60% da populaçao), o respeito aos direitos humanos e o estado de direito, enquanto que na economia estao previstas a reforma fiscal, a redistribuiçao da riqueza e maior segurança para a populaçao'', explicou Portillo.

Essas promessas, assim como a de convocar o Partido de Vanguarda Nacional (PVN, direita, no poder) e a Aliança Nova Naçao (ANN, esquerda, terceira força política) foram integradas no discurso do presidente eleito na última fase de sua campanha eleitoral.

Portillo foi eleito presidente no segundo turno, realizado no dia 26 de dezembro passado, em nome da Frente Republicana Guatemalteca (FRG, direita).

Com o pacto de governabilidade, o novo mandatário pretende que os 63 deputados da FRG, os 37 do PVN e os nove da ANN aprovem uma lei para combater a fuga de capitais e que permita aumentar a arrecadaçao tributária para contar com mais recursos e incrementar o investimento social.

Além disso, Portillo busca uma reforma fiscal e outra no sistema financeiro, destinadas a criar regras claras e estáveis para fomentar os investimentos nacionais e estrangeiros, gerar maior riqueza e postos de trabalho para reduzir os 46% do desemprego aberto e subemprego.

Atingir esses objetivos também significa para Portillo ganhar primeiro a credibilidade e confiança dos diversos setores sociais, e mesmo sem ter apresentado seu gabinete ministerial, já vem recebendo críticas pela futura composiçao.



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Guatemala: democracia e pobreza serao desafios do presidente

Do Diário do Grande ABC

10/01/2000 | 10:43


Cumprir os acordos de paz firmados em 1996 para consolidar a democracia na Guatemala e reduzir a pobreza que afeta 80% de seus 11 milhoes de habitantes sao os principais desafios do direitista Alfonso Portillo, que na próxima sexta-feira será empossado como novo presidente desta naçao.

Portillo encontrará um país com 64% dos compromissos de paz nao cumpridos pelo Governo, segundo a Missao de Verificaçao das Naçoes Unidas na Guatemala (Minugua), uma incrível taxa de analfabetismo (29% entre a populaçao geral e 58% entre os indígenas), um déficit fiscal de 2,8% e uma inflaçao de 5,15% (índice de novembro passado).

No ano passado, a Guatemala registrou um crescimento econômico de 3,5%, o que reflete uma desaceleraçao em relaçao com os 4,9% registrados um ano antes.

O cumprimento dos compromissos de paz, que puseram fim a uma guerra de 36 anos que causou mais de 200 mil mortos e desaparecidos, é a prioridade principal de Portillo para estabelecer um pacto de governabilidade com a oposiçao política e sua saída para a crise econômica que denunciou.

``Os acordos constituem a base para realizar a reforma estrutural que o Estado guatemalteco necessita com urgência'', afirmou o político, um economista e advogado de 48 anos.

``Nos compromissos, está a base para fortalecer a educaçao, a saúde, o caso dos povos indígenas (60% da populaçao), o respeito aos direitos humanos e o estado de direito, enquanto que na economia estao previstas a reforma fiscal, a redistribuiçao da riqueza e maior segurança para a populaçao'', explicou Portillo.

Essas promessas, assim como a de convocar o Partido de Vanguarda Nacional (PVN, direita, no poder) e a Aliança Nova Naçao (ANN, esquerda, terceira força política) foram integradas no discurso do presidente eleito na última fase de sua campanha eleitoral.

Portillo foi eleito presidente no segundo turno, realizado no dia 26 de dezembro passado, em nome da Frente Republicana Guatemalteca (FRG, direita).

Com o pacto de governabilidade, o novo mandatário pretende que os 63 deputados da FRG, os 37 do PVN e os nove da ANN aprovem uma lei para combater a fuga de capitais e que permita aumentar a arrecadaçao tributária para contar com mais recursos e incrementar o investimento social.

Além disso, Portillo busca uma reforma fiscal e outra no sistema financeiro, destinadas a criar regras claras e estáveis para fomentar os investimentos nacionais e estrangeiros, gerar maior riqueza e postos de trabalho para reduzir os 46% do desemprego aberto e subemprego.

Atingir esses objetivos também significa para Portillo ganhar primeiro a credibilidade e confiança dos diversos setores sociais, e mesmo sem ter apresentado seu gabinete ministerial, já vem recebendo críticas pela futura composiçao.

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