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A China acordou; o Brasil, não

Brasil e China são opostos não apenas geograficamente...


Dgabc

10/12/2012 | 00:00


Artigo

Brasil e China são opostos não apenas geograficamente. Quando se trata de valorizar a indústria nacional, são ainda mais distantes. A China tornou-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, além de segundo maior exportador de mercadorias. O processo de industrialização reduziu sua taxa de pobreza de 53% para 8% em 20 anos.

No lado oposto, o Brasil, maior País da América Latina, mas que ainda patina com medidas pontuais, como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de juros. Seu parque produtivo vive um momento alarmante de desindustrialização e ainda assim é visto com grande potencial de desenvolvimento.

Há 200 anos, Napoleão Bonaparte profetizou: ‘Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer'. Eles ocupam a segunda posição no ranking mundial da economia, atrás apenas dos Estados Unidos. Verdade seja dita, muitos produtos comercializados têm partes, senão o todo, made in China. Qual o segredo? No Brasil, um operário brasileiro custa ao empregador três vezes mais que na China. E com o acréscimo de impostos e benefícios, essa conta dobra.

Esta é a estratégia da China: preços baixos, produtos por vezes com qualidade duvidosa e trabalhadores subjugados. O futuro? A China será o único parque industrial do mundo. Enquanto isso, no Brasil são altíssimos os custos para se abrir uma empresa, investir em maquinário, mão de obra, matéria-prima, produzir e até vender.

Apesar dos meios politicamente incorretos, é admirável na China a importância à produtividade nacional, detentora de alta tecnologia e desempenho. Separando o joio do trigo, é preciso seguir parte deste exemplo, fomentando a indústria e incentivando a geração de empregos, mas sempre respeitando o trabalhador e o ambiente.

Aqui faltam políticas sérias para reduzir o peso da carga tributária, o número de obrigações acessórias e a quantidade de encargos sociais e trabalhistas que sobrecarregam as empresas. Se a reforma tributária parece distante, por que não começar pelo que é viável? Desonerar a produção nacional seria o primeiro grande passo do Brasil para colocar a indústria nacional em posição de igualdade com as maiores potências mundiais.

José Chapina Alcazar é empresário contábil e presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo) e da Aescon-SP (Associação das Empresas de Serviços Contábeis).

PALAVRA DO LEITOR

OAB

Li neste Diário alguns comentários sobre a eleição da Ordem dos Advogados do Brasil. Alguns representantes se empolgaram em dizer que houve comparecimento maciço dos advogados. É claro! O voto é obrigatório na OAB, e os doutores ainda têm que acertar sua anuidade para votar. Foi-se o tempo em que víamos reportagens da OAB à frente dos movimentos sociais reivindicando mais democracia e um País sem corrupção. Hoje estão encastelados numa estrutura conservadora e só querem saber de manter o poder, cobram anuidades estarrecedoras dos advogados, sem contar a obrigatoriedade da prova para bacharéis, que movimenta milhões de reais para os cofres da Ordem. Enfim, quem sabe um dia apareça algum presidente que faça mudanças e acabe com o voto obrigatório na OAB, pois seria a vanguarda e incentivo para acabar o voto obrigatório nas eleições para cargos eletivos no País.

Ailton Gomes, Ribeirão Pires

Patrocínio

Diante do patrocínio da Caixa Econômica Federal ao time do Corinthians, só posso dizer que não está certo! Pois, um órgão, dito federal jamais deveria dar apoio incondicional a um time de futebol, afinal todos os demais clubes, independentemente da condição social, deveriam ter o mesmo apoio. Mas não é isso o que acontece! Por que será? Talvez o ex-presidente Lula tenha algo a explicar, afinal de contas tudo leva a crer que o mesmo foi o mentor intelectual de tal acordo. É justo? Sendo assim, convido todos os palmeirenses, são-paulinos, santistas e demais clubes a suspenderem seus serviços junto à CEF, pois isso será com certeza justo.

Rosângela Caris, Mauá

Educação

Quando pais amorosos fazem imensos esforços para facilitar ao extremo a vida dos filhos, estão cometendo grande equívoco que irá repercutir mais tarde. As sociedades tradicionais, chamadas de primitivas por nós, conheciam bem o segredo do amadurecimento. Para colocar linha divisória clara e inquestionável entre a infância e a idade adulta, promovia rituais de iniciação. Esses rituais eram arriscados e dolorosos. A dor e o risco são metáforas concretas das dores e dos riscos de ser adulto e estar por sua própria conta nessa longa estrada da vida. Nossa sociedade, tão evoluída, vai no sentido oposto: mantendo nossos filhos o máximo possível debaixo de nossas asas e teto sob os mais variados pretextos. Assim, dificultamos e, às vezes, até impossibilitamos o processo natural de ‘morte' da criança e nascimento do adulto.

Antônio Carlos Guertas, São Bernardo

Os contra

Pessoas invejosas vivem escrevendo neste espaço para falar mal do PT, do Lula, do Zé Dirceu, do Genoino. É a galera do ‘quanto pior, melhor', que torce contra o Brasil. Deveriam saber que, não fosse a heróica luta dos petistas contra a ditadura, contra a censura e por democracia, hoje não haveria liberdade de expressão para que escrevessem dando suas opiniões e negando os méritos incontáveis do melhor governo que o País já teve (Lula) e que segue vitorioso com a presidente Dilma. Falam dos supostos casos de corrupção, mas não falam que hoje há transparência total, a Polícia Federal e o Ministério Público (instruídos pelos governos petistas) investigam para valer; diferentemente dos governos tucanos, onde toda a sujeira (muita) era varrida para debaixo do tapete. Esta é a verdade. O resto é dor de cotovelo. Mas o choro é livre. Em Direito chama-se jus esperniandi.

Gilberto Tadeu de Lima, São Caetano

E o depois?

Por enquanto, é uma euforia só! O Brasil, depois de quase 64 anos, vai ter Copa. Que alegria, quanta felicidade! Futebol é o ópio do povo, junto com Carnaval, cerveja, festas, lindas mulheres em trajes sumários, exibindo belas curvas, pele lisa... que beleza, é só alegria. Às seleções dos países desfilando o mais fino do esporte bretão. É gol! Um mais lindo que o outro; craques da bola; pessoas lindas; mulheres encantadas, homens também com seus ídolos; parece sonho, não é? E depois, se o Brasil naufragar na bola? Perder a Copa, mas ganhar muitos dólares dos gringos, estará bom? E algumas empresas, principalmente de material esportivo, que apostaram no Brasil e ele não ganhou a Copa do Mundo, como ficam? E a TV, empresas de telecomunicações etc? Já que no ranking da Fifa o Brasil ocupa a modesta 13ª posição, quem irá apostar num time que ocupa essa posição? Perder ou ganhar faz parte do jogo, mas será que veremos outro Maracanazzo?

Edson Rodrigues, Santo André 



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