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Vamos discutir o futuro do Brasil

A hora não foi tão favorável para levar as demandas de cada setor ao governo


Cláudio Conz

25/08/2011 | 00:00


Estive presente ao lançamento do programa Brasil Maior, em Brasília, que apresentou as bases para nova política industrial. Muito do que aconteceu no encontro já foi veiculado pela imprensa. No entanto, gostaria de salientar alguns detalhes de extrema importância para nossa economia. Durante o encontro, os ministros da área econômica deram recado muito claro de que esperam por forte turbulência internacional nos próximos dois anos.

Segundo eles, nosso País não ficará imune. Os ataques na área cambial continuarão acontecendo com a contínua desvalorização do dólar para reativar os mercados locais e com agressivas exportações para países emergentes como o Brasil. No entanto, estamos melhor preparados do que em 2008. Hoje, as reservas brasileiras são 60% maiores do que as daquele ano.

Segundo as autoridades, o mercado brasileiro deve ser usufruído pelas empresas que produzem aqui e não por empresas de fora com importações. O governo está seriamente preocupado em como defender as empresas domésticas, notadamente as indústrias e as companhias que exportam, mas não basta ficar esperando.

FALTA DE REPRESENTAÇÃO PUNE ORGANIZAÇÕES

Atuar na representação setorial é estratégico e, neste especial momento, poderá significar muito em relação à atividade praticada. No caso do setor da construção, seja o comércio ou das indústrias, temos entidades representativas, mas que precisam da participação massiva dos associados, no sentido de entender as necessidades do segmento e propor soluções setoriais. Este caminho está aberto desde a criação da União Nacional da Construção, que colhe resultados ainda hoje das propostas feitas em dezembro de 2006.

Acredito que nunca a hora foi tão favorável para discutirmos os pleitos. Por isso, digo a todos os empresários que se movimentem, façam um levantamento das principais demandas do seu setor, levem junto a Brasília o deputado federal ou senador que o represente e peregrine. Tenho certeza de que as chances de sucesso são muito maiores do que ficar apenas se pautando pelas notícias e comentários.

Há muitas coisas que precisam ser feitas e as entidades e setores da sociedade precisam se organizar. Um exemplo disso é a questão da folha de pagamentos, que, em recente estudo publicado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, foi apontada como uma das mais caras do mundo em encargos, entre os países pesquisados: 32,4% - do custo da mão de obra se refere aos encargos trabalhistas.

As medidas tomadas abrem este caminho. Entenda-as como iniciais e não como teto, ou seja, não é o máximo que se poderá conseguir. Nas secretarias do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio há gente muito competente e que está disposta a lhe ouvir, desde que seja por meio de sua entidade.

Por isso, muita coisa pode ser feita, só depende da organização setorial. Sua colaboração pode ser fundamental para que seu setor se desenvolva, para que possamos conseguir desoneração tributária, desoneração da folha de pagamento e melhorar, de maneira geral, o caminho das empresas, para que elas cresçam e possam gerar mais empregos e mais renda, se desenvolvendo e colaborando para o crescimento econômico do País.



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