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Sunitas fazem manifestação contra texto da Constituição


Da AFP

29/08/2005 | 14:15


Sunitas associados a partidários do antigo regime de Saddam Hussein lançaram nesta segunda-feira uma mobilização contra o texto da Constituição em Tikrit, reduto do ex-presidente situado a 180 km ao norte de Bagdá. Centenas de manifestantes se reuniram diante da principal mesquita da cidade sunita e exibiam cartazes que diziam "Não à Constituição e sim ao Iraque Unido".

Também exibiram cartazes proclamando sua recusa ao federalismo, ao 'confessionismo' e ao racismo, e expressaram sua fidelidade a Saddam assim como ao jovem líder xiita Moqtada al-Sadr, hostil a um sistema federalista no Iraque.

O xeque Yahia Attaui, representante local do Comitê dos Ulemás muçulmanos, leu um comunicado da principal associação dos religiosos sunitas do Iraque, denunciando o projeto de Constituição. O texto pede aos iraquianos que se levantem contra o "complô a americano que tende a dividir o Iraque em pequenos cantões".

Apesar das rejeições ao texto, a imprensa iraquiana saudou quase unanimemente o fim do processo constitucional, detalhando as dificuldades que o texto enfrentou e que foi duramente discutido durante três semanas pelos chefes políticos do país.

O processo constitucional, finalizado neste domingo, foi saudado pelos Estados Unidos, União Européia e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Mas os sunitas ficaram descontentes porque não conseguiram impor sua exigência principal de um sistema centralizado e não federalista.

Curdistão- O presidente da região autônoma curda do Iraque, Massud Barzani, pediu nesta segunda-feira um voto a favor do projeto de Constituição, ao retornar a Erbil, no norte do Iraque, após participar das negociações políticas sobre o texto, em Bagdá.

"Convoco o povo do Curdistão a votar 'sim' no referendo sobre a Constituição", disse Barzani, afirmando que o texto representa "uma base sólida para construir um Iraque democrático, federal e pluralista".

"Não posso dizer que o texto está à altura de todos os desejos do povo do Curdistão, mas ele representa um conquista para o nosso povo e para todo o Iraque", insistiu Barzani. "Quero tranqüilizar o povo do Curdistão ao dizer que este texto trará progresso e prosperidade", acrescentou, afirmando que o projeto é melhor do que a lei fundamental que rege o país atualmente.

Sobre os sunitas, Barzani disse que "ninguém sabe se representam todos os árabes sunitas. Se eles representarem a maioria dos árabes sunitas, o referendo o refletirá". O parlamento curdo aprovou o projeto de Constituição antes da redação da versão final do texto, a pedido de Barzani.



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Sunitas fazem manifestação contra texto da Constituição

Da AFP

29/08/2005 | 14:15


Sunitas associados a partidários do antigo regime de Saddam Hussein lançaram nesta segunda-feira uma mobilização contra o texto da Constituição em Tikrit, reduto do ex-presidente situado a 180 km ao norte de Bagdá. Centenas de manifestantes se reuniram diante da principal mesquita da cidade sunita e exibiam cartazes que diziam "Não à Constituição e sim ao Iraque Unido".

Também exibiram cartazes proclamando sua recusa ao federalismo, ao 'confessionismo' e ao racismo, e expressaram sua fidelidade a Saddam assim como ao jovem líder xiita Moqtada al-Sadr, hostil a um sistema federalista no Iraque.

O xeque Yahia Attaui, representante local do Comitê dos Ulemás muçulmanos, leu um comunicado da principal associação dos religiosos sunitas do Iraque, denunciando o projeto de Constituição. O texto pede aos iraquianos que se levantem contra o "complô a americano que tende a dividir o Iraque em pequenos cantões".

Apesar das rejeições ao texto, a imprensa iraquiana saudou quase unanimemente o fim do processo constitucional, detalhando as dificuldades que o texto enfrentou e que foi duramente discutido durante três semanas pelos chefes políticos do país.

O processo constitucional, finalizado neste domingo, foi saudado pelos Estados Unidos, União Européia e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Mas os sunitas ficaram descontentes porque não conseguiram impor sua exigência principal de um sistema centralizado e não federalista.

Curdistão- O presidente da região autônoma curda do Iraque, Massud Barzani, pediu nesta segunda-feira um voto a favor do projeto de Constituição, ao retornar a Erbil, no norte do Iraque, após participar das negociações políticas sobre o texto, em Bagdá.

"Convoco o povo do Curdistão a votar 'sim' no referendo sobre a Constituição", disse Barzani, afirmando que o texto representa "uma base sólida para construir um Iraque democrático, federal e pluralista".

"Não posso dizer que o texto está à altura de todos os desejos do povo do Curdistão, mas ele representa um conquista para o nosso povo e para todo o Iraque", insistiu Barzani. "Quero tranqüilizar o povo do Curdistão ao dizer que este texto trará progresso e prosperidade", acrescentou, afirmando que o projeto é melhor do que a lei fundamental que rege o país atualmente.

Sobre os sunitas, Barzani disse que "ninguém sabe se representam todos os árabes sunitas. Se eles representarem a maioria dos árabes sunitas, o referendo o refletirá". O parlamento curdo aprovou o projeto de Constituição antes da redação da versão final do texto, a pedido de Barzani.

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