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A política e as olimpíadas

Aqueles soldados em passo de ganso na abertura dos Jogos Olímpicos, definitivamente, não trazem boas recordações


Carlos Brickmann

10/08/2008 | 00:00


Aqueles soldados em passo de ganso na abertura dos Jogos Olímpicos, definitivamente, não trazem boas recordações: lembram guerra, conquista, lembram a entrada dos soldados nazistas nos países que conquistaram. Ditadura é um horror, seja ou não comunista; a aplicação em massa da pena de morte é inaceitável.

Mas, como ensina a Bíblia, tudo tem sua hora. E esta é a hora da confraternização, do esporte, não da política nem da guerra. Aproveitar o esporte para protestos políticos, para protestos contra a repressão no Tibete, para protestos contra o apoio chinês ao governo sudanês, que massacra seus cidadãos, é esquecer o significado tanto dos Jogos Olímpicos quanto do esporte.

Antigamente, as guerras eram suspensas durante as olimpíadas. Nos tempos modernos, as olimpíadas foram suspensas durante a guerra. Não é difícil escolher a melhor alternativa. E quantos fatos politicamente importantes ocorreram porque o mundo se dedicava ao esporte! O ditador nazista Adolf Hitler, que considerava os negros uma sub-raça, saiu do estádio, na Olimpíada de Berlim, para não cumprimentar o negro americano Cornelius Johnson, ouro no salto em altura. E livrou-se de assistir ao triunfo de outro negro americano, Jesse Owens, que ganhou quatro ouros, no salto a distância, nos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4x100. Johnson e Owens fizeram mais para desmoralizar as bobagens nazistas do que qualquer protesto político.

Este é o momento de vencer as ditaduras no esporte. Política é outra coisa.

FRASE 1 - NO DEDÃO
Do presidente Lula, em Pequim, defendendo os Jogos Olímpicos do Rio: "Somos um País que tem fronteira seca com vários países da América do Sul, portanto temos a chance de fazer com que os pobres do mundo, que não têm chance de ver uma Olimpíada, possam ir ao Brasil assistir a uma Olimpíada". 1 - Os pobres do Sudão ou do Zimbábue não terão como ir ao Rio; 2 - Talvez o presidente tenha errado a frase e se referido somente aos pobres da América do Sul. Os pobres paraguaios, por exemplo, irão ao Rio de que jeito? E os pobres venezuelanos, quantas horas de ônibus enfrentarão? 3 - Claro que sempre se pode andar a pé. Dizem que é ótimo para a saúde.

FRASE 2 - MEU PAIPAI
Do senador Romeu Tuma (PTB - São Paulo), corregedor do Senado, sobre a nomeação de múltiplos parentes do senador Efraim Morais (DEM - Paraíba): "Isso é uma questão de foro íntimo. Eu, por exemplo, não nomeio parentes". Tuma fala a verdade: não nomeia mesmo. Quem nomeia são os outros. Por exemplo, houve gente maldosa dizendo que Tuma deixou o PFL porque o partido mudou de nome, e ele não agüentaria ser chamado de "democrata". Mas a mudança de partido, com sua transferência da oposição para a base de apoio do presidente Lula, coincidiu com a nomeação de seu filho Romeu Tuma Jr. para a Secretaria Nacional da Justiça, do governo federal.

ANISTIAR E DESANISTIAR
A discussão sobre os limites da Lei da Anistia não está levando em conta aquilo que é realmente importante: a abertura dos arquivos da ditadura militar. Com isso, sem necessidade de longas batalhas jurídicas, será possível saber quem torturou; e também, do outro lado, quem apenas posa de herói da resistência, mas usou a luta armada para fins pessoais ou colaborou com o regime.

MARCHA AMAZÔNICA
Amanhã, cerca de dez caravanas sairão de capitais e outras cidades da Amazônia para protestar contra a demarcação, em área contínua, da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. A Marcha a Roraima protesta também contra a interferência de organizações não-governamentais internacionais na Amazônia.

SUMINDO, SUMINDO...
O governador de Minas, Aécio Neves, viajou a São Paulo para apoiar o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin, à Prefeitura da Capital. O mesmo fez o senador Tasso Jereissati. O governador de São Paulo desapareceu da campanha tucana: não quer dar apoio público nem ao candidato de seu partido, Alckmin, nem a seu próprio candidato, Gilberto Kassab (DEM). Pega mal: dá a impressão de que o governador não quer assumir seu voto.

...SUMIU
Na verdade, não é nada disso: Serra se mantém à distância de Kassab para evitar represálias do comando nacional do PSDB, que apóia Alckmin. E se mantém à distância de Alckmin porque não tem nada a ver com o caso Alstom, da multinacional francesa acusada de pagar propinas para ganhar obras do Metrô nos governos Covas e Alckmin, e não quer ser vítima de estilhaços.



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