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Serra quer R$ 576 milhões para Billings


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/04/2007 | 07:00


A Billings passou a ser prioridade para Serra após três meses e meio de governo. O Estado negocia investimentos da União para a recuperação da represa na ordem de R$ 576 milhões ou 55% do R$ 1,05 bilhão previsto. O valor ultrapassa a quantia planejada para a Guarapiranga – R$ 479 milhões –, que até meados de março recebia atenção especial por parte da secretaria estadual do Meio Ambiente.

Se aprovada, a verba, pleiteada junto ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) com participação do Estado, será empregada na urbanização de favelas e construção de redes de esgoto que beneficiariam cerca de 470 mil moradores, em ambos os reservatórios. Ao todo, cerca de 1,8 milhão de pessoas vivem nas margens da Billings e Guarapiranga.

A secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena, afirma que a proposta prevê a construção de ruas, áreas de lazer, redes de esgoto e água, além da ampliação do sistema de coleta de lixo nas áreas envolvidas.

A responsável pela Pasta também revela, em nota, que os resíduos captados com as novas redes serão transportados para a Estação de Tratamento de Esgoto Barueri, o que seria uma decisão quase inviável para os municípios da região, que já contam com a ETE ABC. Procurada pela reportagem, a secretária não foi encontrada para comentar o plano.

A coordenadora do curso de Gestão Ambiental da USP, Neli Melo, confirma que as ações pretendidas são necessárias. “O grande problema das represas, sem dúvida, é a falta de um número satisfatório de redes de esgoto e a questão da urbanização dos loteamentos. O PAC tem espaço para contemplar essas iniciativas em projetos relacionado a Saneamento e Habitação”, diz.

Para o ambientalista Carlos Bochuy, a divisão de investimentos é justa. “A Billings requer mais dinheiro mesmo pelo volume de intervenções necessário. Até porque a Guarapiranga já recebeu muitos recursos. Resta saber se o investimento desejado será realmente adequado para as iniciativas”, comenta.

A lei de saneamento, sancionada no início deste ano, deve facilitar as negociações. A expectativa do Estado é completar o plano nos próximos quatro anos.



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