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'Da Cor do Pecado' estréia com 41 pontos no Ibope


Do Diário do Grande ABC

27/01/2004 | 19:45


A estréia da novela Da Cor do Pecado, nesta segunda-feira, na Globo, foi recheada de novidades. Mas nenhuma delas merece mais destaque do que o autor João Emanuel Carneiro. Com vasta experiência como roteirista de cinema (Central do Brasil, 1998; Castelo Rá-Tim-Bum, 1999); Orfeu (1999); A Partilha, 2001; e Deus É Brasileiro, 2003), Emanuel estréia como escritor de novelas. E a trama parece ter despertado a atenção do público, pois o primeiro capítulo registrou 41 pontos de audiência, a melhor marca no horário desde 1996.

Apesar das diferenças entre TV e cinema, o autor está satisfeito com seu novo trabalho. “Está sendo ótimo escrever a novela. A TV é uma experiência fascinante para quem escreve histórias”, afirmou Emanuel ao Diário. Segundo ele, “no cinema você espera, às vezes, três ou quatro anos para ver o que escreveu na tela e a novela dá a oportunidade de um retorno mais rápido do trabalho desenvolvido. Fazer novelas é muito estimulante. É uma grande cachaça”.

Sobre o andamento da nova trama das sete, Emanuel adianta que Da Cor do Pecado é um folhetim tradicional, mas com uma narrativa muito movimentada. “Não gosto quando os personagens explicam demais o que estão fazendo, comentam e voltam a comentar a mesma ação. Prefiro chutar a bola para frente”, diz. O desafio de fazer novelas de acordo com o autor é criar expectativas para que as pessoas queiram assistir ao capítulo seguinte.

A primeira novela com protagonista negra da Globo, segundo Emanuel não é uma questão sociológica. “Evidentemente existem muitos romances entre negros e brancos por aí. Não é meu objetivo criar polêmica. Se criar, tudo bem. Se não criar, tudo bem também”, afirma o autor.

Preta, interpretada por Taís Araújo, convenceu na pele da doce maranhense que roubou o coração de Paco (Reynaldo Gianecchinni) nos primeiros minutos da novela. O mesmo não aconteceu com o galã, que interpretou como em seus antigos trabalhos: sem carisma. Embora o ator acumule dois papéis, não mostrou versatilidade e seu Thor Sardinha, um lutador que habita o núcleo bom de briga da novela, pareceu sem fôlego.

Giovanna Antonelli aproveitou bem o presente desejado há tempos: interpretar uma vilã. Na pele da malvada Bárbara Sodré, Giovanna mostrou que sua personagem é desprovida de qualquer escrúpulo e que está disposta a tudo para se aproveitar de Paco, seu rico namorado. Com novo visual, loira e com unhas coloridas, ela conseguiu apagar da memória do telespectador a imagem sofrida e boa de Capitu e Jade, seus papéis mais marcantes.

O pilar do humor na nova trama é tarefa de Helinho, vivido pelo experiente Matheus Nachtergaele. Já no primeiro capítulo ele deu pistas do que virá por aí. Na pele de um vidente charlatão, Helinho engana as pessoas dizendo incorporar o espírito de um índio e, o melhor de tudo, se “conectar” com a tal entidade como um computador se liga à internet.

Além da história bem encaminhada e de atores consagrados, como Lima Duarte, Rosi Campos, Maitê Proença e Ney Latorraca, entre outros, o primeiro capítulo brindou os telespectadores com imagens deslumbrantes e fotografia impecável das belezas do Maranhão. As danças folclóricas e ruas históricas, além de paisagens deslumbrantes como a dos Lençóis Maranhenses, pontuaram a estréia de Da Cor do Pecado.



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