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Perto do fim, vacinação contra gripe protege apenas 48% do público-alvo

Campanha será encerrada no Estado no domingo; região, que não atingiu a meta de cobertura, deve seguir aplicando as doses de acordo com estoque

Thainá Lana
10/07/2024 | 20:28
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FOTO: Celso Luiz/DGABC, 16/5/2023


O governo do Estado anunciou que a vacinação contra a influenza será encerrada no próximo domingo (14). Apesar de a campanha ter sido antecipada para março – anualmente é iniciada em abril ou maio – e de ter sido prorrogada no mês passado, a cobertura continua muito abaixo da meta de 90%.

No Grande ABC, apenas 47,82% do público-alvo está protegido contra a gripe, enquanto no Estado e no País a cobertura vacinal está em 44% para ambos. Caso a campanha não seja prorrogada novamente, a imunização provavelmente deve seguir nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região pelas próximas semanas, até o encerramento dos estoques.

Segundo dados do Demas (Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde), plataforma do Ministério da Saúde, 1 milhão de pessoas dos grupos prioritários estão elegíveis para vacinação na região, sendo que 635.066 doses do imunizante foram aplicadas, entre duas doses para crianças nunca vacinadas e dose única para as demais pessoas (veja dados ao lado).

São considerados grupos prioritários crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e pessoas em situação de rua, entre outros públicos. Essas pessoas possuem maior risco de desenvolver casos graves de gripe quando não vacinadas.

Como medida para tentar aumentar a proteção da população-alvo, a vacinação contra a influenza foi ampliada em maio deste ano para todas as faixas etárias acima de 6 meses. O infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Igor Marinho, explica que a ampliação é necessária para bloquear a transmissão do vírus.

“Por que vacinar um indivíduo que não tem complicações, como crianças e jovens, por exemplo? Porque a imunização dele pode ajudar a diminuir a disseminação do vírus e consequentemente atingir menos pessoas de grupos vulneráveis, que possuem mais riscos da doença evoluir para casos graves. A principal forma de prevenção é a vacinação”, afirmou o médico.

CASOS GRAVES

O infectologista pontua ainda que o vírus pode causar síndrome gripal nos casos leves, com sintomas como febre, dor de cabeça e no corpo, coriza, tosse e falta de ar. “Em formas mais graves, o vírus da influenza pode causar a chamada síndrome aguda respiratória grave, em que o paciente evolui para uma falta de ar aguda, com necessidade de oxigênio suplementar e de internação, podendo evoluir a óbito”, finaliza Marinho.

O Governo do Estado ressalta ainda que a vacina contra a gripe precisa ser aplicada anualmente porque a composição do imunizante muda todos os anos e porque a proteção do imunizante anterior diminui com o passar do tempo.

VACINAÇÃO NA CPTM

Desde quarta-feira, a vacina contra a influenza está sendo aplicada gratuitamente em sete estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), sendo as linhas Guaianases, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Comendador Ermelino, Palmeiras-Barra Funda, Perus e Engenheiro Goulart.

A iniciativa, que busca ampliar a cobertura vacinal da população em pontos de grande fluxo, continua até sexta-feira.