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Auricchio desafia morador a testar serviços de hospital, mas vê espera

Prefeito de S.Caetano reafirma que Albert Sabin teve picos e demora para atendimento; alega, porém, que ‘tempo não é indicador de qualidade’

Wilson Guardia
10/07/2024 | 09:48
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FOTO: Celso Luiz/DGABC


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSD), voltou a admitir ontem, em vídeo publicado nas redes sociais, a ocorrência de problemas nos serviços de Saúde e porta aberta, como na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e no Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin, com espera superior a quatro horas. “Não é confortável”, disse o pessedista, ao atribuir o aumento na demanda ao “pico de dengue”. Há um mês, durante prestação de contas no bairro Nova Gerty, o chefe do Executivo são-caetanense já havia reconhecido o superfluxo nas unidades.

A declaração foi dada em resposta a uma moradora, que cobrava do prefeito agilidade das equipes no atendimento à população. Ela disse que hospital de verdade deveria atender em uma hora e não em quatro.

Auricchio, no entanto, afirmou que “o indicador de qualidade de um hospital de emergências é o quanto ele salva de vidas”. O prefeito ainda garantiu entregar as obras de ampliação do Albert Sabin dentro de “mais um mês”, elevando a capacidade do complexo em 30%.

A mensagem da moradora gerou um posicionamento do pessedista. “Essa questão que a senhora está trazendo, de tempo de espera, realmente não é confortável. Repito, foi agora, há um mês, quando estávamos com pico de dengue. Tenho a certeza de que, se a senhora passar lá de novo, vai ter uma avaliação melhor”, desafiou.

RESPOSTA

Auricchio, gravado por um assessor, afirmou no vídeo ser preciso responder aos questionamentos do “pessoal que fica bravo”. “Senão eles acham que a gente está escapando. Não é isso, nós estamos aqui para tocar a cidade”, disse.

Apesar de ressaltar a importância de responder aos questionamentos em vídeo cuidadosamente produzido pela sua equipe de comunicação, Auricchio, quando procurado pelo Diário, se cala, como ocorre no caso desta reportagem. Ao ser instado a se manifestar, nenhuma resposta foi apresentada.

Durante prestação de contas no mês passado, em sua explanação aos moradores reunidos no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora das Graças, o prefeito – que tem articulado para assumir a partir de 2025 a presidência da Fundação do ABC, organização social de Saúde e gestora de hospitais na região – reforçou que “existem dificuldades” na rede sob seus cuidados, mas que a cidade estaria “suportando” a escalada na demanda. “Não nos escondemos e sabemos enfrentar as dificuldades. Sei onde estão os problemas e temos as soluções. Saúde é comigo. Aqui tem café no bule”, discorreu na ocasião.

A cidade, segundo o próprio Auricchio, investe na Saúde 34% do orçamento municipal, valor superior ao mínimo constitucional de 25% para o setor.




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