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Gilvan prevê debater projeto tarifa zero no transporte andreense

Para pré-candidato a prefeito no município pelo PSDB, o assunto é complexo e a discussão vai muito além do preço da passagem

Wilson Guardia
10/07/2024 | 09:27
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC


Pré-candidato governista ao Paço de Santo André no pleito de outubro, Gilvan Junior (PSDB) diz que pretende discutir a implementação da tarifa zero no transporte municipal caso seja eleito. O tucano argumenta que o assunto é complexo, mas não vai fugir dele. Projeto de lei que libera as catracas dos ônibus na cidade já tramita na Câmara. 

“Não há almoço grátis”, pondera o pré-candidato. “Há recursos públicos que saem de algum lugar. Não vamos fugir das discussões com a população”, sustenta ele, ao ser questionado pela apresentadora Mariana Gutierrez no podcast Política em Cena, exibido na quarta-feira pelo Diário.

Para Gilvan, discutir modelos e formas de financiamento será essencial para uma tomada de decisão. “É preciso saber o que a população espera. Muito além do preço da tarifa, de ter custo ou não para o usuário, se faz necessário discutir a gestão e o modelo do serviço. Se deverá ser gerido pelo município ou se a frota continuará com a iniciativa privada”, discorre o pré-candidato.

Para manter o sistema de ônibus municipais em operação em Santo André, sem que o passageiro pague os R$ 5,70 de tarifa, estima-se um custo anual entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões aos cofres da Prefeitura.

Projeto de lei que prevê a implementação da tarifa zero em Santo André foi protocolado na Câmara pelo presidente do Legislativo, Carlos Ferreira (MDB), em maio – o emedebista, aliás, tem o nome cotado para compor como pré-candidato a vice a chapa encabeçada por Gilvan. 

No texto, há indicações de fontes de receita para garantir a gratuidade e operação do sistema. Os recursos, segundo a proposta, poderão ser obtidos com multas de trânsito, publicidade nos ônibus e de recursos obtidos com estacionamento rotativo nas vias públicas (Zona Azul).

EXEMPLO

São Caetano foi a primeira cidade do Grande ABC a implementar a tarifa zero no transporte público em 1º de novembro do ano passado. Passageiros deixaram de pagar R$ 5 pelo bilhete, e a Prefeitura assumiu o custo do sistema, de R$ 34,8 milhões por ano.




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