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Clima tenso marca véspera das eleiçoes de Taiwan


Do Diário do Grande ABC

17/03/2000 | 10:12


Um clima de preocupaçao e desafio dominava o fim da campanha eleitoral em Taiwan, que este sábado escolhe seu 10º presidente, em meio às ameaças lançadas nas últimas semanas pela China.

Os três principais candidatos às eleiçoes presidenciais, as mais disputadas na história de Taiwan, percorreram a ilha nesta sexta-feira para convencer os últimos eleitores indecisos.

Dois dos candidatos, o vice-presidente Lien Chan, que defende as cores do Kuomintang (KMT, no poder), e James Soong, um independente saído do KMT, se empenharam em abalar a confiança dos eleitores do grupo contrário. ``Abandonem Soong, votem em Lien'', insistiam os dirigentes do KMT nos últimos comícios, poucas horas antes de uma votaçao particularmente discutida. ``Abandonem Lien, votem em Soong'', responderam, com o mesmo empenho, os partidários do antigo secretário geral do KMT, que abandonou o partido.

Esta divisao do partido nacionalista no poder desde 1949 é favorável ao candidato do Partido Democrático e Progressista (DPP, na oposiçao), Chen Shui-bian, figura non grata em Pequim por suas idéias independentistas. Os três candidatos se encontram muito igualados e todos eles mobilizaram esforços frenéticos para atrair os últimos indecisos com slogans e manobras diversas.

Lee Ching-Hwa, chefe de um pequeno partido chamado Novo Partido de Taiwan, anunciou esta sexta-feira, para surpresa geral, que desistiu de apoiar seu próprio candidato em benefício de James Soong com o objetivo, assegurou, de conter as forças independentistas. ``As forças opostas à independência de Taiwan nao podem ficar divididas, e todos os eleitores antiindependência devem apoiar James Soong'', declarou na presença do candidato de seu próprio partido, Lee Ao.

O Novo Partido de Taiwan, o mais próximo a Pequim, é muito favorável à reunificaçao conforme as aspiraçoes das autoridades chinesas, que fizeram todo o possível nas últimas semanas para evitar qualquer veleidade independentista de Taiwan. Pequim considera a Taiwan uma província rebelde desde a fuga dos nacionalistas da ilha, em 1949, ao finalizar a guerra civil, que os comunistas venceram.

A influência do Novo Partido se limita a menos de 1% dos eleitores, mas vista a estreiteza das margens que separam os três principais candidatos, qualquer apoio é bem-vindo.

A atitude de desafio em relaçao à China conta com a ruidosa e maciça aprovaçao dos taiwaneses, que se mobilizam em toda a ilha para apoiar seus candidatos. Os três tenores da política taiuanesa nao desaprovam esta atitude. ``O povo taiuanês nao aceita a intimidaçao militar'', declarou ontem James Soong, um dia depois das severas ameaças do primeiro-ministro chinês Zhu Rongji, agitando o fantasma da guerra se Taiwan optava pela independência. ``Ninguém tem o direito de interferir em nossas eleiçoes'', respondeu encolerizado o candidato do KMT, Lien Chan.

Mas as ameaças de Pequim também preocupam os taiwaneses. As forças armadas foram colocadas em estado de alerta até a manha de sábado e seus efetivos serao reforçados. No momento, nao se detectou qualquer sinal de atividade militar chinesa, segundo o ministério da Defesa.



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