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Câmbio automático requer manutenção preventiva


Sueli Osório
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 09:11


Item projetado para oferecer conforto ao motorista, o câmbio automático facilita a condução do automóvel, principalmente para quem trafega pelo trânsito intenso das grandes cidades, onde o anda-e-pára obriga o condutor a fazer várias trocas de marchas.

Embora seja um componente que dura, em média, 200 mil quilômetros, esse tipo de câmbio necessita de manutenção periódica. Segundo o engenheiro mecânico Rubens Venosa, a manutenção preventiva compreende a troca de óleo e filtro da transmissão de acordo com o indicado no manual do proprietário, o que pode variar de 30 mil a 60 mil quilômetros. “Deve-se tomar o cuidado para utilizar o óleo com a especificação correta e essa troca deve ser feita em oficinas especializadas e não em postos de gasolina,” diz Venosa. Segundo ele, na maioria das vezes a troca do filtro requer também a abertura do cárter do câmbio. “Cada fabricante tem um procedimento.”

Segundo Álvaro Pinheiro, supervisor técnico da Midas Auto Center, a falta de manutenção pode acarretar a quebra da transmissão. Ele afirma que o preço médio cobrado pela troca de óleo e de filtro é de R$ 390, mas o custo depende muito do modelo do carro.

Venosa recomenda que, no caso de comprar um carro usado com câmbio automático em que a manutenção não tenha sido feita no tempo certo, seja feita também a limpeza do corpo de válvulas da transmissão. “Se passou o momento da troca, o óleo estará tão sujo que poderá haver contaminação no corpo de válvulas da transmissão. Isso poderá travar uma válvula e ocasionar a queima do câmbio”, explica. De acordo com Venosa, a troca de filtro e óleo, dependendo do tipo de lubrificante, pode chegar a R$ 1.500, e a limpeza do corpo de válvulas custa cerca de R$ 500. No caso de quebra do câmbio, quando ocorre patinação e queima dos discos do componente, o custo do conserto é ainda mais salgado, podendo variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil.

Para que a transmissão automática tenha boa durabilidade, é necessário tomar alguns cuidados, segundo Venosa. Um deles é verificar as recomendações que constam do manual do veículo para levar reboques ou trailers. Também deve-se evitar atolar o carro na lama ou areia, o que vai causar um desgaste excessivo no câmbio. Não se recomenda esticar muito as marchas ou controlar o carro com o acelerador nas subidas íngremes, o que deve ser feito com o freio de mão.

Como reconhecer um câmbio automático danificado:

- Um câmbio com defeito pode fazer o carro arrancar com lentidão. Isso pode ser patinação por embreagem queimada ou contaminação das válvulas;

- Ao passar as marchas, o carro dá um tranco;

- Trepidação ao arrancar ou trocar marchas;

- Luz do câmbio piscando no painel (em carros que têm checagem automática da parte eletrônica do câmbio);

- Câmbio não troca de marchas.


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Câmbio automático requer manutenção preventiva

Sueli Osório
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 09:11


Item projetado para oferecer conforto ao motorista, o câmbio automático facilita a condução do automóvel, principalmente para quem trafega pelo trânsito intenso das grandes cidades, onde o anda-e-pára obriga o condutor a fazer várias trocas de marchas.

Embora seja um componente que dura, em média, 200 mil quilômetros, esse tipo de câmbio necessita de manutenção periódica. Segundo o engenheiro mecânico Rubens Venosa, a manutenção preventiva compreende a troca de óleo e filtro da transmissão de acordo com o indicado no manual do proprietário, o que pode variar de 30 mil a 60 mil quilômetros. “Deve-se tomar o cuidado para utilizar o óleo com a especificação correta e essa troca deve ser feita em oficinas especializadas e não em postos de gasolina,” diz Venosa. Segundo ele, na maioria das vezes a troca do filtro requer também a abertura do cárter do câmbio. “Cada fabricante tem um procedimento.”

Segundo Álvaro Pinheiro, supervisor técnico da Midas Auto Center, a falta de manutenção pode acarretar a quebra da transmissão. Ele afirma que o preço médio cobrado pela troca de óleo e de filtro é de R$ 390, mas o custo depende muito do modelo do carro.

Venosa recomenda que, no caso de comprar um carro usado com câmbio automático em que a manutenção não tenha sido feita no tempo certo, seja feita também a limpeza do corpo de válvulas da transmissão. “Se passou o momento da troca, o óleo estará tão sujo que poderá haver contaminação no corpo de válvulas da transmissão. Isso poderá travar uma válvula e ocasionar a queima do câmbio”, explica. De acordo com Venosa, a troca de filtro e óleo, dependendo do tipo de lubrificante, pode chegar a R$ 1.500, e a limpeza do corpo de válvulas custa cerca de R$ 500. No caso de quebra do câmbio, quando ocorre patinação e queima dos discos do componente, o custo do conserto é ainda mais salgado, podendo variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil.

Para que a transmissão automática tenha boa durabilidade, é necessário tomar alguns cuidados, segundo Venosa. Um deles é verificar as recomendações que constam do manual do veículo para levar reboques ou trailers. Também deve-se evitar atolar o carro na lama ou areia, o que vai causar um desgaste excessivo no câmbio. Não se recomenda esticar muito as marchas ou controlar o carro com o acelerador nas subidas íngremes, o que deve ser feito com o freio de mão.

Como reconhecer um câmbio automático danificado:

- Um câmbio com defeito pode fazer o carro arrancar com lentidão. Isso pode ser patinação por embreagem queimada ou contaminação das válvulas;

- Ao passar as marchas, o carro dá um tranco;

- Trepidação ao arrancar ou trocar marchas;

- Luz do câmbio piscando no painel (em carros que têm checagem automática da parte eletrônica do câmbio);

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