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‘Fui vítima de golpe que ele ajudou a tramar’, responde Atila a Marcelo

Deputado estadual diz que não foi indiciado em nenhuma das denúncias que o levaram à cadeia, episódios ironizados pelo prefeito de Mauá em live

Evaldo Novelini
13/06/2024 | 21:36
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC, 2022


O deputado estadual e pré-candidato ao Paço de Mauá, Atila Jacomussi (União Brasil) respondeu nesta quinta-feira (13) às críticas feitas pelo atual prefeito Marcelo Oliveira (PT), que, em entrevista na quarta-feira ao podcast Política em Cena, do Diário, ironizou os dois mandados de prisão expedidos contra o parlamentar no período em que ele comandou o Poder Executivo municipal, de 2017 a 2020. O legislador assegura ter sido vítima de golpe. 

“O atual prefeito oculta o nome completo dele, que é Marcelo Damo de Oliveira. Junto com outras figuras públicas da cidade, ele ajudou a tramar um grande golpe contra mim e não me deixou governar”, rebateu Atila, citando o grupo encabeçado pelo ex-prefeito Leonel Damo, que administrou o Paço de Mauá em duas oportunidades, de 1983 a 1988 e de 2005 a 2008.

Na época em que foi preso, uma vez sob acusação de desviar dinheiro dos cofres públicos e outra por comprar apoio na Câmara, Atila deixou a Prefeitura nas mãos de sua vice, Alaíde Damo, mulher de Leonel. O deputado alegou ser inocente. “O atual prefeito parece se esquecer de que não fui nem indiciado em nenhuma das denúncias que fizeram contra mim.”

Na esteira das denúncias, investigadas pela Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União), o então chefe do Executivo foi cassado pelos vereadores, em 18 de abril de 2019 – em 10 de setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo lhe restituiu o mandato.

“Não podemos esquecer que o pedido de impeachment foi apresentado pelo então vereador Marcelo Oliveira na Câmara”, lembrou Atila, que acabou derrotado exatamente pelo legislador na disputa pela reeleição, em 2020. O pleito só foi decidido no segundo turno, com o petista vencendo por pequena margem de votos: 91.459 sufrágios (50,74% dos válidos) contra 88.783 (49,26%).

Em entrevista à jornalista Mariana Gutierrez, do Política em Cena, Marcelo Oliveira ironizou as duas vezes em que Atila Jacomussi foi preso. “Eu tive a capacidade que ele não teve, eu consegui administrar a cidade. Ele não teve tempo de administrar a cidade. Ele fez outras coisas e deu problema”, disparou o petista.

O deputado estadual respondeu dizendo ter se espantado ao ouvir o prefeito criticar quem já foi para a cadeia. “Nem ele nem o partido podem falar em prisão. Ou ele se esquece do caso Valdirene Dardin?”, relembrou Atila, mencionando a ex-secretária de Finanças de Mauá, detida sob a acusação de peculato (apropriação indevida de recursos públicos) por ter supostamente sacado R$ 230 mil das contas da Prefeitura entre 2003 e 2004, quando Oswaldo Dias (PT) – marido da atual vice, a também petista Celine Dias – comandava o Paço.

Atila também rebateu a acusação de Marcelo Oliveira, de que o deputado anuncia como sendo dele obras entregues pela Prefeitura – o petista sugeriu que o deputado deveria comprar uma “caixa’-d’água” cheia de “óleo de peroba” para passar na cara de pau.

“Quem faz skincare com óleo de peroba é o prefeito, que entende de cosmética. Aliás, ele prometeu trazer um polo de cosmético para Mauá em sua campanha, mas até hoje não trouxe”, atacou o deputado. “O prefeito está nervoso. Precisa dormir de fraldas para não fazer xixi na cama ao sonhar com o Atila., seu pior pesadelo”, riu o parlamentar.




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