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Padilha: reeleição de Filippi garante verba

Ministro associa repasses do governo federal para Diadema à recondução de petista ao Paço

Wilson Guardia
25/05/2024 | 09:00
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Celso Luiz/DGABC


Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha aproveitou o lançamento da pré-candidatura do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), à reeleição para traduzir ideia de que só a continuidade da gestão garantirá investimentos do governo federal. “Não vamos perder a oportunidade de reeleger o Filippi para ter mais quatro anos de parceria com o (presidente) Lula”, afirmou, para público aproximado de 10 mil pessoas, segundo a organização do evento, que também foi transmitido ao vivo por redes sociais. O ato político foi realizado no Centro Cultural Okinawa do Brasil.

Padilha fez questão de ressaltar os convênios firmados pelo município com a União que garantiram recursos para o novo hospital, o Instituto Federal e também à habitação, com a assinatura, após hiato de 15 anos, com o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). São, ao menos, R$ 200 milhões.

O ministro garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas campanhas, que oficialmente começam em 16 de agosto, será figura presente em Diadema e outras cidades do Grande ABC. Além disso, Padilha assegurou que vai percorrer os limites territoriais diademense ao lado de Filippi. “Vamos estar juntos subindo morro, na praça ou na porta da fábrica. A gente só vai descansar depois que ganhar as eleições com o Filippi, aqui em Diadema”, disse.

O prefeito, aos 66 anos e recém-operado do coração, mostrou vitalidade no ato de lançamento da pré-campanha. Pulando, gritando e dançando, Filippi mostrou energia na busca do quinto mandato. Compactou com Padilha a intenção de percorrer todos os bairros de Diadema, sem ajuda de um localizador. “Não precisamos usar GPS (sistema de posicionamento global) para rodar pela cidade porque conhecemos cada canto, diferentemente de um dos nossos adversários”, frisou, em ataque indireto ao principal adversário da campanha, Taka Yamauchi (MDB), presidente da SPObras.

O mandatário, durante seu discurso, chamou sua esposa, a primeira-dama Inês Maria de Filippi, para seu lado e fez uma promessa. “Este próximo será o melhor mandato que vou fazer nesta cidade”, declarou, projetando sucesso nas urnas nas eleições que se avizinham. O primeiro turno será em 6 de outubro e o segundo, se necessário, no dia 27.

Com o mesmo slogan utilizado por Lula, “Com a força do povo”, Filippi reuniu a pré-candidata a prefeita em Santo André Professora Bete, os deputados estaduais Rômulo Fernandes, Ediane Maria (Psol) e Teonílio Barba, além do presidente estadual do PT, Kiko Celeguim. Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, que havia confirmado presença, não compareceu. Nove partidos formam a aliança: PT, PV, PCdoB, Psol,Rede, PSD, PDT, União Brasil e PSB.

PT estadual vê ‘eleição aberta’ em Santo André

Deputado federal e presidente estadual do PT, Kiko Celeguim disse que o partido tem chances de vencer as eleições municipais em quatro das sete cidades do Grande ABC. Para ele, há um mix de “candidatos experimentados e com história” possíveis de fazer a sigla “voltar a crescer”. As principais apostas são em Diadema e Mauá. O dirigente partidário frisou que em Santo André a “eleição está aberta”, assim como em São Bernardo.

Celeguim projetou a qualificação da Professora Bete Siraque na primeira rodada das eleições. “Em Santo André é uma eleição aberta. Há cinco candidatos com potencial e é evidente que o prefeito (Paulo Serra-PSDB) não vai disputar. Ele tem sua preferência e fez sua escolha, mas nós vamos brigar para estar no segundo turno”.

Sobre Diadema e Mauá, o presidente diz que o cenário é mais favorável, porém, em eleição, tudo pode acontecer. “Temos que combinar com o povo, mas temos nomes competitivos”. O PT governa os dois municípios, com José de Filippi Júnior e Marcelo Oliveira, respectivamente.

Em São Bernardo, o presidente estadual avalia que o projeto eleitoral do partido “ganha musculatura” com a união do deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) com o ex-prefeito William Dib (PSB), que se uniram para retomar o controle do Paço, que administrou com o ministro Luiz Marinho de 2009 a 2017. 




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