Setecidades Titulo Reincidente
Polícia Civil prende médico acusado de importunação sexual

Médico Rogerio Pedreiro é investigado por ocorrências na Policlínica Alvarenga, em São Bernardo; essa é a terceira vez que ele é detido

Beatriz Mirelle
24/05/2024 | 22:50
Compartilhar notícia
FOTO: André Henriques/DGABC


O médico ginecologista Rogerio Pedreiro foi preso na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Bernardo. Em março, a Polícia Civil recebeu duas denúncias, registradas nos dias 4 e 22, sobre o comportamento do médico na Policlínica Alvarenga. Com histórico de acusações, essa é a terceira vez que ele é detido. A enfermeira que denunciou importunação sexual foi demitida e, apesar das denúncias, o médico continua com o cadastro no CRM (Conselho Federal de Medicina) ativo. 

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), o homem teve a prisão preventiva decretada e foi preso por importunação sexual em 13 de maio, após comparecer à DDM são-bernardense. “A investigação segue em andamento por meio de inquérito policial instaurado pela unidade especializada”, disse a Pasta. 

Segundo fonte ouvida pelo Diário, duas funcionárias denunciaram o comportamento do médico. “Pedimos a prisão preventiva, a juíza deferiu e o capturamos. Deixamos uma intimação e ele veio”, comunicou a DDM de São Bernardo. 

RELEMBRE O CASO 

O Diário noticiou que, em 4 de março, uma enfermeira relatou à Polícia Civil que o homem a ofendia com comentários de cunho sexual. No Boletim de Ocorrência, ela disse que inicialmente não comunicou isso aos superiores por se sentir acuada pelo fato de Rogerio Pedreiro ser médico. 

No dia 29 de fevereiro, ela estava na sala de ultrassom da policlínica quando Rogerio se aproximou e teria tocado em partes íntimas dela. “A vítima relata que pediu para que o autor se afastasse e disse que iria denunciá-lo. O autor balançou os ombros em tom de deboche e se afastou”, diz o boletim. 

Ela reportou o ocorrido para suas superiores, que a aconselharam a registrar Boletim de Ocorrência contra o autor. 

Contratada em janeiro para trabalhar na policlínica, ela foi demitida pouco tempo após realizar a denúncia. 

Segundo a Fundação ABC, responsável pela contratação da empresa terceirizada para a qual Pedreiro prestava serviços, o médico está proibido de atuar em todos os serviços da instituição. 

O Diário questionou o Paço de São Bernardo sobre o caso em março e, novamente, nesta sexta-feira, mas não obteve retorno em nenhuma das ocasiões. Em live em 27 de março, o prefeito Orlando Morando (PSDB) disse que “a enfermeira estava no estágio probatório. Ela foi desligada sem nenhuma conexão com o assédio”. 

A repercussão do caso fez com que, em 11 de abril, manifestantes se reunissem na frente da Policlínica do Alvarenga para protestar contra a demissão da vítima, que ocorreu após as denúncias. O ato contou com a vereadora são-bernardense Ana Nice (PT), representantes do Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres, da Frente Regional ABC, do Fórum Regional das Mulheres e do Comitê de Promotoras Legais Populares. 

OUTRAS ACUSAÇÕES 

O médico Rogerio Pedreiro foi preso em 2012 suspeito de abusar sexualmente de duas pacientes (mãe e filha) durante atendimento no então consultório dele na Zona Sul. Além dessas duas vítimas da Capital e duas no Grande ABC, ele já foi denunciado por ter molestado mais seis mulheres. 

Em abril de 2019, ele foi preso novamente na Zona Sul. Na época, estava foragido havia quase dois meses e foi identificado ao passar em um radar inteligente. Apesar das denúncias, ele continuou trabalhando normalmente. 




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;