Economia Titulo Negociação salarial
Sindicato dos Rodoviários recusa contraproposta de empresários

Documento apresenta aumento de 3,23%, sem a unificação dos pisos para motoristas

Gabriel Gadelha
22/05/2024 | 14:19
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FOTO: Gabriel Gadelha/DGABC


Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (dia 22), na sede do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC), em Santo André, a categoria rejeitou a contraproposta dos empresários do setor, que ofereceram reajuste salarial de 3,23% e não acataram a reivindicação de piso único para os três tipos de ônibus que são utilizados na região (convencional, midi e articulado). Às 16h haverá uma nova assembleia.

O SETC/ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC) propôs reajustar os salários de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período. Assim, os vencimentos dos motoristas de ônibus convencional e articulados passariam de R$ 4.026,11 para R$ 4.156,15, dos motoristas de ônibus midi iriam de R$ 3.273,80 para R$ 3.379,54, e dos motoristas de van e cobradores de R$ 2.324,37 para R$ 2.399,45. Além disso, o vale alimentação, atualmente em R$ 800,09, passaria para R$ 825,93.

O presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC), no entanto, argumentou que esses valores são insuficientes. Ele destacou que a proposta dos trabalhadores inclui não apenas o reajuste pelo INPC, mas também um aumento real de 5%, além da unificação dos pisos.

Essa proposta foi rejeitada, o que pedimos é um piso único. Acreditamos que, se o motorista do ônibus articulado ganha igual o convencional, por que não o midi?”, questiona Mendes. Além disso, está na pauta a eliminação das metas no pagamento da PRL (Participação nos Lucros e Resultados), introduzidas no ano anterior e vistas como prejudiciais aos motoristas. Mendes enfatizou que essa é uma "questão de honra" e que o sindicato está disposto a lutar para acabar.

GREVE COMO ÚLTIMA OPÇÃO

O presidente do sindicato afirmou que buscará um reajuste maior e condições mais justas para os trabalhadores, mesmo que isso signifique recorrer a medidas extremas, como a greve. "Tentaremos estender ao máximo, mas caso a gente não consiga atingir nossos objetivos, teríamos que tomar essa ação. Greve não faz bem para ninguém."

A possibilidade foi discutida, mas Mendes ressaltou que essa seria a última opção. Ele expressou a esperança de que um acordo possa ser alcançado por meio do diálogo e da negociação, evitando assim transtornos para os trabalhadores e a população do Grande ABC.




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