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‘Não somos o novo PT’, diz líder do Psol de São Bernardo

Mesmo com críticas, objetivo na eleição de outubro é buscar a união de forças

Camila Pergentino
20/05/2024 | 09:18
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FOTO: Nilton Valentim/DGABC


O pré-candidato a vereador em São Bernardo e presidente do Psol no município, Dalecio Feliciano, detalha a estratégia do partido para o Grande ABC na eleição de outubro e rechaça a afirmação de que a sigla venha a ser o novo PT.

“A questão não é ser melhor do que o PT, porque eles têm uma história. Mas, o PT parou no tempo. O partido deixa de organizar a sua base e defender o povo. Hoje, o PT é mais eleitoral. Quando eles estão no governo, você não pode protestar, porque o prefeito é petista e ‘defende’ as pautas. Só o processo eleitoral não dá conta”, exemplificou.

A principal diferença entre as duas siglas, segundo Dalecio, é que o “Psol é um partido dos anos ímpares”. Isto é, dos anos que não têm eleições.

Na eleição deste ano, o Psol poderá ter candidato a vice-prefeito em Diadema, Mauá e Santo André. Em São Caetano, o objetivo é eleger o Professor Rafinha (Psol), pré-candidato a prefeito. No Legislativo, a expectativa é pela reeleição de Bruna Biondi e de mais um vereador. Assim como em Santo André, com a manutenção de Ricardo Alvarez, além de um em Diadema, Mauá e São Bernardo.

De acordo com Dalecio, após a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a esquerda mudou. “Tem hora que a gente precisa ser maduro. Nunca antes na história do PT em São Paulo, o PT abriu mão da candidatura de prefeito para ser vice – ao se referir à chapa de Guilherme Boulos (Psol) com Marta Suplicy (PT) – . Assim como em 2022, o Psol abriu mão de candidato à presidência para apoiar o PT”.

TARIFA DE ÔNIBUS

Dalecio e a deputada estadual Ediane Maria (Psol) entraram com uma ação popular no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o valor atual da tarifa de ônibus do município.

O passageiro hoje paga R$ 5,95 é a tarifa mais cara do Estado de São Paulo, e que teve aumento de 16% nos últimos dois anos.

A ação popular questiona a Prefeitura a respeito do aumento, com o objetivo a anulação do Decreto de no 22.515/23, fazendo com que volte a R$5,75. O partido também luta pela tarifa zero.  




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