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Porto: caos à vista

Não será necessário esperar até 2014 para que as vias de acesso ao Porto de Santos entrem em colapso


Dgabc

27/04/2012 | 00:00


Artigo

Não será necessário esperar até 2014 para que as vias de acesso ao Porto de Santos entrem em colapso. Como se sabe, para 2014, está prevista a conclusão do Trecho Leste do Rodoanel, que promete acesso rápido ao Porto de Santos e ao aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

O novo trecho, que fará a ligação com o Trecho Sul e o Sistema Anchieta-Imigrantes e as rodovias SP-066 (Itaquaquecetuba-São José dos Campos), segundo estimativas oficiais, receberá tráfego de 24 mil veículos por dia - de 60% a 70% devem ser de veículos pesados, como caminhões e carretas. Com isso, o que se espera é que o novo trecho do Rodoanel provoque efeitos positivos no trânsito e na poluição na Capital. Em compensação, deverá agravar ainda mais a situação que já é caótica no trânsito rumo ao Porto de Santos.

Há três anos, a prefeitura de Santos propôs ao governo do Estado projeto para melhorar a fluidez do trânsito naquele local, transformando a Marginal Sul e a Avenida Bandeirantes em vias de apoio à Anchieta, além da construção de elevado para separar os veículos pesados dos automóveis, com a criação de alça de acesso direto dos caminhões ao porto. Segundo o projeto, as duas pistas da Marginal Sul da Via Anchieta ficariam reservadas ao trânsito rumo a Santos, enquanto as duas pistas da Avenida Bandeirantes, na outra margem da rodovia, seriam direcionadas à Capital. Hoje, ambas têm mão dupla.

O novo elevado eliminaria o semáforo existente no cruzamento do fim da Via Anchieta com a Avenida Nossa Senhora de Fátima. Mas há necessidade da construção de outras alças interligando os bairros de São Manoel e Jardim Piratininga, nos dois lados da rodovia. Esses acessos não só melhorariam a vida dos moradores como facilitariam o tráfego rumo aos terminais.

É de se lembrar que já tiveram início as obras do Trecho Norte do Rodoanel, com previsão de conclusão também em 2014. Como as obras do Ferroanel também não saem do papel, a expectativa é que o acesso ao Porto de Santos venha a passar por situações cada vez mais caóticas. Afinal, o Ferroanel poderia resolver um dos grandes problemas do sistema, que é a baixa velocidade dos trens de carga no trecho urbano da cidade de São Paulo e ainda desafogaria o tráfego de veículos pesados nas rodovias.

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo.

Palavra do leitor

Jardim Silvina
Será que a Prefeitura de São Bernardo poderia estudar o reposicionamento da feira de domingo na Rua Dom Vasco Mascarenhas, no Jardim Silvina? Pois ela ocupa a via até a confluência da Avenida General Barreto de Menezes, e só nos resta essa avenida para ir e vir. E como há muitos ônibus, três faróis de trânsito e só uma faixa, ficamos presos numa fila indiana, prejudicando principalmente quem utiliza o novo acesso ao Parque Selecta. Se a feira deixasse livre a esquina da Rua Afonso Furtado com Dom Vasco Mascarenhas (em frente ao posto da Polícia Militar) já seria solução parcial, ou colocá-la em outra rua, deixando a rua Dom Vasco Mascarenhas livre. De domingo é só tentar ir ao Montanhão ou Parque Selecta e depois sair! Com certeza gasta-se mais de uma hora, quando o normal seriam dez minutos.
Jonas Cardoso da Silva
São Bernardo

Resposta
Em resposta ao leitor Antônio Marcos Costa (Trânsito, dia 22), a Prefeitura de Mauá esclarece que, em 2011, o índice de vítimas fatais em acidentes de trânsito na cidade ficou abaixo de um para cada 10 mil veículos de frota registrada. Embora o objetivo da Prefeitura, como deveria ser o de toda administração pública, seja zerar esse índice, cabe lembrar que a Organização Mundial da Saúde reza que a média anual seja menor ou igual a 1,8 morto por 10 mil veículos. Nesse quesito, portanto, Mauá está mostrando números de País desenvolvido. Além disso, o leitor confundiu faixa de pedestres elevada com faixa pintada sobre lombada. A Prefeitura está instituindo sinalização elevada para aumentar o grau de visibilidade por parte do motorista, reforçando a segurança do pedestre. Uma dessas faixas está justamente na Avenida Itapark, longe de ser no Centro de Mauá, o que demonstra a preocupação com a gestão nos bairros.
Prefeitura de Mauá

Emissão de RG
Complementando o Editorial do dia 19. Em uma boa administração, a aquisição de bens, impressoras, a informatização do sistema nos postos de atendimento, ou qualquer outra compra de equipamentos e treinamentos de funcionários, que traga maior eficiência nos trabalhos rotineiros, não pode ser considerado custo, e sim investimento. Pois contribuirá para reduzir, aí sim, diversos custos indiretos e minimizar tempos operacionais e/ou atendimento. Isso é logística. Se esse conceito fosse entendido pelos nossos governantes, e de fato aplicado no serviço público em geral, não seria necessária a criação Poupatempo, Atende Fácil ou paliativos de qualquer outra denominação. Nossos governantes costumam administrar com aquela velha e conhecida ideia muito propagada de criar dificuldades (ou deixar como está) para poder ‘vender' facilidades. Esse pensamento errado precisa mudar.
Charles França
São Bernardo

Instituto Carvalho
Ouvi dizer certa vez que os maus caráteres não têm idade nem sexo. É verdade! Contando com a absoluta impunidade, dona Sirlei Lopes de Carvalho ordenou, dia 30, a baixa nas carteiras dos trabalhadores do Instituto Carvalho, aplicando o famoso calote: ‘Devo? Devo sim! Vai se virar para receber fundo de garantia, 13º, férias e dias trabalhados'. Óleo de peroba na Sirlei Lopes de Carvalho, a verdadeira cara de Carvalho envelhecida.
César Augusto Pegoraro
Santo André

Forasteiros
Conforme reportagens publicadas neste Diário, o vereador Admir Ferro, pré-candidato a vice-prefeito na chapa comandada pelo ex-prefeito Willian Dib, tem como hábito cutucar o prefeito Luiz Marinho, afirmando que ele teria entregue a cidade nas mãos de forasteiros, que vieram para explorar e não para servir a população. Acredito que o vereador tem memória curta ou desconhece aquele velho ditado que diz: ‘quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras no telhado do vizinho'. Pergunto ao nobre edil onde morava, entre outros, os seguintes ex-secretários do Governo Willian Dib: Eurico Leite, Miguel Cordovan, Airton Soares, Marcos Cintra, Raimundo Salles e Antonio Araldo Ferraz Dal Pozzo? Não vou indagar sobre onde morava o ex-prefeito, até porque já sabemos: em um dos pontos mais caros de São Paulo, segundo a revista Veja de 28/12/2011.
Marcelo Sarti
São Bernardo



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