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Histoplasmose

Zoonose causada pelo fungo histoplasma capsulatum. Encontrados em áreas contaminadas pelas fezes de aves e morcegos


Leo Kahn

04/02/2010 | 00:00


Zoonose causada pelo fungo histoplasma capsulatum. Encontrados em áreas contaminadas pelas fezes de aves e morcegos, esses esporos são geralmente inalados e atingem os pulmões, não sendo transmitida de forma direta entre aves e humanos e entre pessoas.
A histoplasmose se caracteriza por ocasionar várias manifestações no hospedeiro, desde infecção assintomática até doença disseminada com óbito. Durante a fase assintomática, o agente pode parasitar todos os tecidos do sistema monocítico-histiocitário, tais como pulmões, fígado, baço, linfonodos e estruturas linfáticas do tubo digestivo.
A prevalência aumenta da infância até os 15 anos de idade, não existindo diferença entre sexos. Ocorrem surtos em famílias, estudantes e trabalhadores, residentes em áreas endêmicas que foram expostos a excrementos de aves ou terra contaminados, recentemente removidos. Ocorre em várias áreas no mundo. Na América do Sul é mais comum na bacia do Rio da Prata e na Serra do Mar.
A histoplasmose disseminada é mais frequente em pacientes imunodeprimidos, geralmente com câncer ou Aids. O período de incubação é variável, mas de aproximadamente três semanas. O diagnóstico pode ser feito através da cultura do material do escarro, ou através de microscópio direto, e a suspeita geralmente é feita através da radiografia de tórax.

SINAIS E SINTOMAS:
A maioria não tem efeitos aparentes da doença, o quadro respiratório agudo é caracterizado por febre, dor no peito e tosse seca.
A doença crônica nos pulmões parece com tuberculose e pode piorar no curso de meses ou anos. Pode desenvolver fígado e baço aumentados, aumento dos linfonodos, diarreia, manchas vermelhas no corpo e infecção do sistema nervoso central.
Crianças e pacientes imunodeprimidos podem ter quadros mais graves.

SAIBA MAIS:
Os sintomas da histoplasmose variam bastante, mas atingem principalmente os pulmões.
Geralmente a pessoa apresenta sintomas de tosse, com ou sem febre.
Teste de pele pode dar positivo em até 80% dos que vivem em áreas onde o fungo é comum.
Casos leves geralmente são curados sem tratamento.
Medicamentos antifúngicos são usados para tratar casos graves de histoplasmose aguda e todos os casos crônicos e sua forma disseminada.
Infecções passadas resultam em proteção parcial contra os efeitos da doença em caso de nova infecção.
Os focos de infecção são comuns em amplas áreas geográficas, havendo casos autóctones em mais de 60 países.
Deve-se evitar exposição desnecessária a fontes de infecção, no entanto, é indicado o uso de máscaras protetoras e solução de formol a 3%, por ocasião de atividades de arar a terra.
Impedir a exposição de indivíduos imunocomprometidos.
Após duas a três semanas de infecção, podem ocorrer manifestações de hiperergias, em consequência da hipersensibilidade do hospedeiro, tais como eritema nodoso, conjuntivite, pleurisia, derrame pericárdico e atrite.
Essa forma clínica é autolimitada e a involução das lesões ocorre de um até três meses, deixando como sequelas calcificações pulmonares e extrapulmonares.
Diagnóstico diferencial - A primo-infecção sintomática deve ser diferenciada de outras pneumopatias agudas; as formas pulmonares crônicas, da tuberculose e da aspergilose. As formas disseminadas agudas, da tuberculose miliar, leucoses e linfomas; as manifestações cutâneo-mucosas das formas disseminadas crônicas simulam os epiteliomas, a leishmaniose tegumentar, a sífilis terciária, as leucoplasias e o líquen plano.
Não há vacina para uso humano.



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Histoplasmose

Zoonose causada pelo fungo histoplasma capsulatum. Encontrados em áreas contaminadas pelas fezes de aves e morcegos

Leo Kahn

04/02/2010 | 00:00


Zoonose causada pelo fungo histoplasma capsulatum. Encontrados em áreas contaminadas pelas fezes de aves e morcegos, esses esporos são geralmente inalados e atingem os pulmões, não sendo transmitida de forma direta entre aves e humanos e entre pessoas.
A histoplasmose se caracteriza por ocasionar várias manifestações no hospedeiro, desde infecção assintomática até doença disseminada com óbito. Durante a fase assintomática, o agente pode parasitar todos os tecidos do sistema monocítico-histiocitário, tais como pulmões, fígado, baço, linfonodos e estruturas linfáticas do tubo digestivo.
A prevalência aumenta da infância até os 15 anos de idade, não existindo diferença entre sexos. Ocorrem surtos em famílias, estudantes e trabalhadores, residentes em áreas endêmicas que foram expostos a excrementos de aves ou terra contaminados, recentemente removidos. Ocorre em várias áreas no mundo. Na América do Sul é mais comum na bacia do Rio da Prata e na Serra do Mar.
A histoplasmose disseminada é mais frequente em pacientes imunodeprimidos, geralmente com câncer ou Aids. O período de incubação é variável, mas de aproximadamente três semanas. O diagnóstico pode ser feito através da cultura do material do escarro, ou através de microscópio direto, e a suspeita geralmente é feita através da radiografia de tórax.

SINAIS E SINTOMAS:
A maioria não tem efeitos aparentes da doença, o quadro respiratório agudo é caracterizado por febre, dor no peito e tosse seca.
A doença crônica nos pulmões parece com tuberculose e pode piorar no curso de meses ou anos. Pode desenvolver fígado e baço aumentados, aumento dos linfonodos, diarreia, manchas vermelhas no corpo e infecção do sistema nervoso central.
Crianças e pacientes imunodeprimidos podem ter quadros mais graves.

SAIBA MAIS:
Os sintomas da histoplasmose variam bastante, mas atingem principalmente os pulmões.
Geralmente a pessoa apresenta sintomas de tosse, com ou sem febre.
Teste de pele pode dar positivo em até 80% dos que vivem em áreas onde o fungo é comum.
Casos leves geralmente são curados sem tratamento.
Medicamentos antifúngicos são usados para tratar casos graves de histoplasmose aguda e todos os casos crônicos e sua forma disseminada.
Infecções passadas resultam em proteção parcial contra os efeitos da doença em caso de nova infecção.
Os focos de infecção são comuns em amplas áreas geográficas, havendo casos autóctones em mais de 60 países.
Deve-se evitar exposição desnecessária a fontes de infecção, no entanto, é indicado o uso de máscaras protetoras e solução de formol a 3%, por ocasião de atividades de arar a terra.
Impedir a exposição de indivíduos imunocomprometidos.
Após duas a três semanas de infecção, podem ocorrer manifestações de hiperergias, em consequência da hipersensibilidade do hospedeiro, tais como eritema nodoso, conjuntivite, pleurisia, derrame pericárdico e atrite.
Essa forma clínica é autolimitada e a involução das lesões ocorre de um até três meses, deixando como sequelas calcificações pulmonares e extrapulmonares.
Diagnóstico diferencial - A primo-infecção sintomática deve ser diferenciada de outras pneumopatias agudas; as formas pulmonares crônicas, da tuberculose e da aspergilose. As formas disseminadas agudas, da tuberculose miliar, leucoses e linfomas; as manifestações cutâneo-mucosas das formas disseminadas crônicas simulam os epiteliomas, a leishmaniose tegumentar, a sífilis terciária, as leucoplasias e o líquen plano.
Não há vacina para uso humano.

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