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Grande ABC supera País no saneamento básico, revela IBGE

Censo 2022 mostra que a região apresenta melhores índices em serviços de esgoto, coleta de lixo e fornecimento de água potável

Por Lays Bento
25/02/2024 | 09:14
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Serviço de esgoto chega a 95% dos moradores do Grande ABC segundo o Censo 2022 (FOTO: Claudinei Plaza/DGABC)


No Grande ABC, 95% dos moradores são atendidos por sistema de esgoto, segundo dados do Censo 2022, que foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual é superior à media nacional, que atinge a marca de 62% da população. 

A região se destaca ainda em mais dois importantes indicadores. O abastecimento de água potável fica em 98,9%, enquanto o índice nacional é de 82,9%. Já a coleta de lixo contempla praticamente toda a população das sete cidades (99,7%), enquanto no País como um todo é 98,9%.

Dentre os municípios do Grande ABC, os piores cenários foram observados em Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. Rio Grande ocupou o último posto regional nos três principais indicadores que definem o saneamento (esgoto, abastecimento e coleta), com uma população atendida em 82% no quesito esgotamento. Apesar da última colocação, nos dois últimos indicadores, ficam bem próximos dos vizinhos: 96,53% de acesso a água e 98,81% na coleta de resíduos.

Diadema, a escolhida para sediar o anúncio dos últimos dados do IBGE, despontou como a cidade do País com mais acesso ao abastecimento hídrico. Os 99,84% de eficiência alcançados se somaram à relação com o esgoto, abrangente em 98,82% – patamar que só fica abaixo de São Caetano, que lidera regionalmente com 99,95%. 

Na coleta de resíduos, Santo André, o município com maior quantidade de ecopontos nacionalmente e a primeira cidade do Grande ABC a contar com um serviço de coleta seletiva porta a porta, destaca-se em segundo lugar (99,91%). Por nota, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) afirmou que “a sensibilização e ações de educação ambiental são o segredo para a melhoria contínua dos dados em todas as esferas, que se conversam, no saneamento sanitário”.

 

GERENCIAMENTO

Mauá, entre as três piores no esgotamento regional (93%), tem o saneamento gerido pela BRK Ambiental. Em comunicado, a empresa ressaltou os nove quilômetros do Rio Tamanduateí que cortam o território. “A nascente foi uma das principais beneficiadas com a retirada do esgoto anteriormente nela lançado. Até julho do ano passado, os investimentos ultrapassaram pelo menos R$ 260 milhões para ampliar o sistema”.

Já os trabalhos da Sabesp na região começaram em 2011, por meio dos contratos com Ribeirão e Rio Grande. Ao Diário, a companhia reforçou a importância de “atender a transformação social e levar saneamento para grupos em vulnerabilidade”.

A fala conversa com a observação recentemente divulgada pelo Censo, de que a desigualdade de saneamento se intensifica quando observada pelo critério de cor ou raça. “69% dos autodeclarados pretos ou pardos não têm acesso ao descarte adequado de esgoto. Em variados tópicos apresentados na pesquisa, sempre a população de cor ou raça branca têm maior acesso à infraestrutura”, enfatiza Bruno Mandelli, técnico do IBGE.

Vale destacar que no último Censo, pela primeira vez, a população nacional se autodeclarou majoritariamente como parda (55%). No Grande ABC, 58% disseram ser brancos. 




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