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Yes, nós temos Carnaval
Por Rodermil Pizzo
09/02/2024 | 11:45
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Foi dada a largada, e o turismo e os turistas já estão com os motores ligados.

Se de um lado, a maior festa popular do Brasil, quiçá do mundo, é motivo de comemoração para muitos, de outro lado a organização, segurança e qualidade são colocadas em dúvidas.

Durante anos, o Carnaval brasileiro, que ocorria nas ruas, blocos e salões, dependia muito mais da camaradagem, educação e da voluntária organização do próprio folião.

O amadorismo das festas de Carnaval ficou para trás. Em tempos modernos, a estrutura empregada é digna de ser enaltecida, ovacionada e garante momentos de inveja a qualquer indústria do entretenimento.

Esta semana, pré-Carnaval, como se identifica no calendário não oficial, a convite de Felipe Ruffino, um dos proprietários da empresa Ruffino Assessoria, fui contemplar um evento no espaço Audio do bloco Minhoqueens.

Curioso é que a palavra bloco remete a algo simplista e caseiro. Todavia, Minhoqueens impressiona por seus números. Sendo um bloco segmentado, contou no último desfile com a participação popular de 200 mil foliões. E no dia 10 de fevereiro, pretende bater este recorde e arrastar ainda mais foliões pelas famosas avenidas da região Central da Capital.

O mais interessante é que, mesmo assustando pela dimensão, o evento conta com uma equipe de apoio que prova que o Carnaval já não é mais uma festa e sim um megaevento de proporções épicas.

Não se nota mais o famoso empurra-empurra, discriminação nem pensar e o público, que tem idades e orientações variadas, desfila e se diverte junto.

Eu tenho experiência em acompanhar carnavais pelo Brasil e, por anos, ao longo de minha carreira no turismo, participei de dezenas de eventos carnavalescos, e posso dar meu veredito com propriedade. Seja o turista estrangeiro, brasileiro ou apenas o folião local, qualquer participante da festa terá uma experiência bem diferente do que o imaginário pode construir.

Óbvio que as tradicionais dicas de segurança devem continuar sendo seguidas, afinal sempre haverá infiltrados com segundas ou terceiras intenções.

Hidratação sempre, beber com moderação, não portar objetos que chamem atenção, como correntes, brincos e relógios, triplicar atenção aos celulares e cartões, não são mais novidades – no Carnaval ou em qualquer outra aglomeração.

Com estes cuidados, pode ir ser feliz e fantasiado, porque o Carnaval não promete, o Carnaval cumpre. Goste você ou não do Carnaval, a festa merece o título de maior diversão popular democrática que existe, movimenta a economia e o turismo e traz recursos e empregos sim!

Saia na rua e divirta-se nos próximos quatro dias porque, depois do Carnaval, o ano começa e você não terá outro feriado desta magnitude em 2024.

Na próxima coluna, contarei da experiência na avenida.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro.




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