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S.Caetano: mais remédio nas UBSs


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

10/08/2005 | 08:08


São Caetano assinou ontem convênio com a Furp (Fundação Para o Remédio Popular) para dobrar a quantidade de medicamentos de atenção básica distribuídos gratuitamente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade. A parceria com o governo do Estado prevê reforço na medicação direcionada a tratamentos de doenças neurológicas, de tuberculose e de diabetes. Haverá também mais antibióticos disponíveis.

O déficit de distribuição de remédios é admitido pelo prefeito José Auricchio Júnior (PTB), que até o ano passado ocupava a Diretoria de Saúde do município. “Isso ocorre em toda cidade. O prefeito que nega essa realidade é hipócrita. Faz discurso de palanque”, afirma, sem dizer qual é o déficit da cidade. Segundo Auricchio, o convênio vai reforçar a oferta do serviço que é prestado “com qualidade” hoje na cidade.

Dos 60 medicamentos da lista da Furp, 40 já fazem parte do programa Dose Certa, também do governo do Estado. Entre eles, alguns conhecidos como o captopril (para hipertensão), e a amoxilina (antibiótico usado com freqüência no tratamento de pacientes com dores de garganta). Com o reforço, a falta de medicamentos nas UBSs deverá ser suprida, e outros 20 novos medicamentos serão oferecidos à população.

O contrato prevê o envio de um milhão de unidades farmacêuticas – seja em comprimido, em frasco de xarope ou em ampola – todos os meses para São Caetano ao custo de R$ 1,050 milhão ao ano. A cidade, no entanto, poderá reduzir essa quantidade, se necessário, pagando apenas pela quantidade consumida. Pelo convênio com o Dose Certa, que será mantido, a cidade recebe outro um milhão de unidades.

Nas UBSs, a população reclama da falta de medicamentos. “Tenho pressão alta. Vira e mexe falta remédio. No início do ano, comecei a ter reação ao captopril (medicamento usado no tratamento de hipertensão) e agora tenho que comprar um similar na farmácia. O remédio custa R$ 54. É uma despesa a mais que, queira ou não, pesa no orçamento no fim do mês”, afirma a dona-de-casa Quitéria Maria Ferreira da Mota, 51 anos.

O agricultor aposentado José Tomaz Filho, 74 anos, também encontra dificuldades para conseguir remédio na unidade de saúde do bairro Oswaldo Cruz, onde mora. Hipertenso, encontrou ontem à tarde na farmácia da UBS três dos quatro medicamentos prescritos pelo médico do posto. “Me disseram que não tinha. Vou até a farmácia ver se acho. Fazer o que?”, afirma Tomaz.

Imes – Até dezembro, a Prefeitura pretende ampliar a produção de remédios pela Farmácia do Imes (Universidade de São Caetano). Hoje são produzidas 200 mil unidades farmacêuticas no laboratório, mantido em parceria entre o Imes e a Prefeitura. Em 120 dias, o volume passará a ser de um milhão de unidades e a variedade de medicamentos aumentará de seis para 18 – todos distribuídos gratuitamente – com um diferencial: nenhum deles é produzido pela Furp. A ampliação havia sido anunciada no início do ano pela Prefeitura e não será inviabilizada pelo novo convênio com o governo do Estado.

A ampliação faz parte do Plano Municipal de Assistência Farmacêutica, que será lançado oficialmente neste semestre. Segundo a diretora da Saúde de São Caetano, o plano prevê treinamento dos médicos da rede municipal para que apenas os remédios disponíveis de graça na cidade sejam receitados aos pacientes.

Outra ação prevista é o tratamento preventivo para mulheres que desejam engravidar com um suplemento vitamínico que deve ser ministrado três meses antes do início da gestação para prevenção de malformações e eclâmpsia. O composto é formado por um coquetel enriquecido por vitaminas B1, B6 e B12, ferro e ácido fólico e deve estar disponível ainda este mês na rede municipal de saúde.



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