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Diadema vai propor Febem sem grade


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

01/05/2005 | 18:02


A secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki, vai sugerir a adoção de um novo modelo de unidade de Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor) na cidade, baseada no que viu em Bangcoc, na Tailândia. Lá, os adolescentes infratores ficam em locais sem grades, sem guardas armados e participam de cursos profissionalizantes.

A secretária e o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior estiveram na cidade asiática entre os dias 18 e 25 de abril para participarem do 11º Congresso da ONU (Organização das Nações Unidas) de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Diadema foi a única cidade brasileira convidada a participar do evento para expor as medidas adotadas na redução dos homicídios, ocorrida especialmente após a adoção da lei seca, em julho de 2002, que determina o fechamento dos bares das 23h às 6h.

“Visitei algumas unidades para recuperação de jovens infratores em Bangcoc e fiquei impressionada com o que vi. É um modelo totalmente diferente do que vemos na Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor). Não existe o espaço físico que lembra uma prisão, nem funcionários que mais parecem guardas de penitenciárias. Há a preocupação com a ressocialização, especialmente por causa dos cursos profissionalizantes”, afirma Regina.

“Podemos adotar aqui os mesmos moldes. Se deu certo lá, em um país com piores condições sociais de vida, por que não daria certo aqui? Acho que é só ter vontade para mudar”, diz a secretária.

O debate para uma nova Febem, assim como outras ações expostas no congresso por diferentes cidades e que poderiam ser aplicadas em Diadema, serão levadas às cinco audiências públicas do 2º Plano Municipal de Segurança Pública, realizadas a partir do dia 10.

A população poderá participar e sugerir ações concretas para o combate à violência. A Prefeitura irá selecionar as principais dicas e promete colocá-las em prática a partir de agosto.

Outra experiência aprendida no congresso asiático foi o comprometimento de faculdades na formação da Guarda Municipal na cidade de Valparaíso, no Chile. “Nesse município, faculdades da cidade são responsáveis pela graduação de todos os guardas. Existe um pacto para que os profissionais tenham boa formação e, em conseqüência, possam prestar um bom serviço para a comunidade. Achei uma iniciativa fantástica.”

A secretária e o prefeito José de Filippi Júnior, responsável pela exposição das medidas adotadas em Diadema durante o congresso, distribuíram 200 folders contendo ações praticadas por Diadema para os 140 participantes do evento. Foram destacadas dez medidas. Além da lei seca, foram descritas a criação da Secretaria de Defesa Social, a instalação de câmeras de segurança e a execução de projetos sociais.


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Diadema vai propor Febem sem grade

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

01/05/2005 | 18:02


A secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki, vai sugerir a adoção de um novo modelo de unidade de Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor) na cidade, baseada no que viu em Bangcoc, na Tailândia. Lá, os adolescentes infratores ficam em locais sem grades, sem guardas armados e participam de cursos profissionalizantes.

A secretária e o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior estiveram na cidade asiática entre os dias 18 e 25 de abril para participarem do 11º Congresso da ONU (Organização das Nações Unidas) de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Diadema foi a única cidade brasileira convidada a participar do evento para expor as medidas adotadas na redução dos homicídios, ocorrida especialmente após a adoção da lei seca, em julho de 2002, que determina o fechamento dos bares das 23h às 6h.

“Visitei algumas unidades para recuperação de jovens infratores em Bangcoc e fiquei impressionada com o que vi. É um modelo totalmente diferente do que vemos na Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor). Não existe o espaço físico que lembra uma prisão, nem funcionários que mais parecem guardas de penitenciárias. Há a preocupação com a ressocialização, especialmente por causa dos cursos profissionalizantes”, afirma Regina.

“Podemos adotar aqui os mesmos moldes. Se deu certo lá, em um país com piores condições sociais de vida, por que não daria certo aqui? Acho que é só ter vontade para mudar”, diz a secretária.

O debate para uma nova Febem, assim como outras ações expostas no congresso por diferentes cidades e que poderiam ser aplicadas em Diadema, serão levadas às cinco audiências públicas do 2º Plano Municipal de Segurança Pública, realizadas a partir do dia 10.

A população poderá participar e sugerir ações concretas para o combate à violência. A Prefeitura irá selecionar as principais dicas e promete colocá-las em prática a partir de agosto.

Outra experiência aprendida no congresso asiático foi o comprometimento de faculdades na formação da Guarda Municipal na cidade de Valparaíso, no Chile. “Nesse município, faculdades da cidade são responsáveis pela graduação de todos os guardas. Existe um pacto para que os profissionais tenham boa formação e, em conseqüência, possam prestar um bom serviço para a comunidade. Achei uma iniciativa fantástica.”

A secretária e o prefeito José de Filippi Júnior, responsável pela exposição das medidas adotadas em Diadema durante o congresso, distribuíram 200 folders contendo ações praticadas por Diadema para os 140 participantes do evento. Foram destacadas dez medidas. Além da lei seca, foram descritas a criação da Secretaria de Defesa Social, a instalação de câmeras de segurança e a execução de projetos sociais.

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