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Empresários mineiros viajarao o país pedindo reformas


Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 14:44


Os empresários mineiros continuaram sua manifestaçao que solicita pressa na votaçao da reforma tributária e trabalhista. A ruidosa passeata de quarta-feira passada pela principal avenida da capital mineira foi apenas o ponto de partida do movimento dos empresários mineiros. Depois de empolgar o empresariado de Minas, o líder do protesto, o presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Stefan Salej, pretende transformar o movimento numa causa nacional, com participaçao de empresários de outros estados que também nao agüentam mais o peso da carga tributária.

''O início da caminhada foi dado``, vangloria-se Selej, determinado a jogar tudo na campanha para pressionar o governo e o Congresso a se empenharem mais pela aprovaçao das reformas tributária e trabalhista.

Salej também pretende atrair para a campanha os empresários que engrossam o coro de protestos contra os juros elevados, outro motivo de insatisfaçao contra a política econômica do governo.

''No momento o problema principal é a carga tributária. Os juros nao baixam justamente porque a carga tributária é muito alta``, diz o presidente da Fiemg. Ele observa que o problema dos juros é conjuntural, enquanto a carga tributária é uma questao estrutural que, se for enfrentada adequadamente, irá repercutir de forma positiva nas taxas de juros no Brasil, hoje as mais elevadas do mundo.

Pressao - Nessa semana, os líderes empresariais mineiros desembarcarao em Brasília para encontros com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Também pretendem debater a questao tributária com representantes da área econômica.

Antes desse périplo pela capital, porém, os empresários mineiros vao buscar o apoio dos políticos do estado, em reuniao marcada para segunda-feira, na sede da Fiemg, com os representantes do estado no Congresso Nacional. Haverá também uma reuniao entre dirigentes das principais entidades patronais do estado, como a Fiemg, a Federaçao das Associaçoes Comerciais e o Clube dos Diretores Logistas, para afinar os discursos e definir novas formas para encaminhamento da campanha.

Stefan Salej nao está programando novas passeatas em Belo Horizonte mas silencia quando indagado sobre a possibilidade de promover uma manifestaçao em Brasília. Ele acha que a passeata da semana passada cumpriu plenamente seu objetivo, ao chamar a atençao para a necessidade de urgente reforma tributária.

''A repercussao foi surpreendente``, diz Salej. ''Os e-mails, telefonemas e fax que chegaram à Fiemg, vindos de todo o país, mostram que Minas fez um gesto por todo o empresariado brasileiro``, completa ele.

Reunioes - A estratégia traçada por Salej também prevê viagens das lideranças empresariais mineiras ao Rio, Sao Paulo e outros estados, para trocar idéias com os representantes de outras entidades patronais. Já foram feitos os contatos para uma reuniao com os dirigentes da Coalizao Empresarial, a entidade presidida por Jorge Gerdau.

''Vamos fazer uma peregrinaçao pelo país para pregar em favor da urgência da reforma tributária``, anuncia Salej.

A manifestaçao dos empresários mineiros, que reuniu líderes classistas de diferentes entidades, nao foi uma atitude de ocasiao. No ano passado, a Fiemg promoveu um amplo estudo sobre o problema tributário brasileiro, que envolveu cerca de 250 pessoas.

''A conclusao do trabalho foi de que nao há possibilidade de o setor produtivo brasileiro ser competitivo sem que haja uma ampla reorganizaçao da estrutura tributária do país``, conta Salej. ''Enquanto essa questao nao for resolvida, nao há condiçoes de haver aumento salarial, melhor rendimento e nem crescimento econômico sustentado``, afirma o presidente da Fiemg.

A manutençao da atual estrutura tributária, alerta ele, significa que os ganhos de produtividade e de capital continuarao se dando às custas da mao-obra barata e nao da produtividade do capital, ou seja, dos equipamentos e processos tecnológicos.



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Empresários mineiros viajarao o país pedindo reformas

Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 14:44


Os empresários mineiros continuaram sua manifestaçao que solicita pressa na votaçao da reforma tributária e trabalhista. A ruidosa passeata de quarta-feira passada pela principal avenida da capital mineira foi apenas o ponto de partida do movimento dos empresários mineiros. Depois de empolgar o empresariado de Minas, o líder do protesto, o presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Stefan Salej, pretende transformar o movimento numa causa nacional, com participaçao de empresários de outros estados que também nao agüentam mais o peso da carga tributária.

''O início da caminhada foi dado``, vangloria-se Selej, determinado a jogar tudo na campanha para pressionar o governo e o Congresso a se empenharem mais pela aprovaçao das reformas tributária e trabalhista.

Salej também pretende atrair para a campanha os empresários que engrossam o coro de protestos contra os juros elevados, outro motivo de insatisfaçao contra a política econômica do governo.

''No momento o problema principal é a carga tributária. Os juros nao baixam justamente porque a carga tributária é muito alta``, diz o presidente da Fiemg. Ele observa que o problema dos juros é conjuntural, enquanto a carga tributária é uma questao estrutural que, se for enfrentada adequadamente, irá repercutir de forma positiva nas taxas de juros no Brasil, hoje as mais elevadas do mundo.

Pressao - Nessa semana, os líderes empresariais mineiros desembarcarao em Brasília para encontros com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Também pretendem debater a questao tributária com representantes da área econômica.

Antes desse périplo pela capital, porém, os empresários mineiros vao buscar o apoio dos políticos do estado, em reuniao marcada para segunda-feira, na sede da Fiemg, com os representantes do estado no Congresso Nacional. Haverá também uma reuniao entre dirigentes das principais entidades patronais do estado, como a Fiemg, a Federaçao das Associaçoes Comerciais e o Clube dos Diretores Logistas, para afinar os discursos e definir novas formas para encaminhamento da campanha.

Stefan Salej nao está programando novas passeatas em Belo Horizonte mas silencia quando indagado sobre a possibilidade de promover uma manifestaçao em Brasília. Ele acha que a passeata da semana passada cumpriu plenamente seu objetivo, ao chamar a atençao para a necessidade de urgente reforma tributária.

''A repercussao foi surpreendente``, diz Salej. ''Os e-mails, telefonemas e fax que chegaram à Fiemg, vindos de todo o país, mostram que Minas fez um gesto por todo o empresariado brasileiro``, completa ele.

Reunioes - A estratégia traçada por Salej também prevê viagens das lideranças empresariais mineiras ao Rio, Sao Paulo e outros estados, para trocar idéias com os representantes de outras entidades patronais. Já foram feitos os contatos para uma reuniao com os dirigentes da Coalizao Empresarial, a entidade presidida por Jorge Gerdau.

''Vamos fazer uma peregrinaçao pelo país para pregar em favor da urgência da reforma tributária``, anuncia Salej.

A manifestaçao dos empresários mineiros, que reuniu líderes classistas de diferentes entidades, nao foi uma atitude de ocasiao. No ano passado, a Fiemg promoveu um amplo estudo sobre o problema tributário brasileiro, que envolveu cerca de 250 pessoas.

''A conclusao do trabalho foi de que nao há possibilidade de o setor produtivo brasileiro ser competitivo sem que haja uma ampla reorganizaçao da estrutura tributária do país``, conta Salej. ''Enquanto essa questao nao for resolvida, nao há condiçoes de haver aumento salarial, melhor rendimento e nem crescimento econômico sustentado``, afirma o presidente da Fiemg.

A manutençao da atual estrutura tributária, alerta ele, significa que os ganhos de produtividade e de capital continuarao se dando às custas da mao-obra barata e nao da produtividade do capital, ou seja, dos equipamentos e processos tecnológicos.

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