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Coréia do Sul acusa Pyongyang de agravar crise


Do Diário OnLine

26/12/2002 | 09:20


De acordo com as autoridades sul-coreanas, a Coréia do Norte dispõe de cerca de 300 toneladas de combustível novo, o que lhe permitiria fazer funcionar o reator durante uns dez anos.

A Coréia do Norte anunciou que estava voltando a colocar em funcionamento este reator e outras instalações nucleares devido a suas divergências com Washington em torno de suas pretensões de utilizar a energia nuclear com fins militares. O presidente Kim afirmou que Seul deve assumir um papel primordial na crise, ao mesmo tempo em que se comprometeu a não seguir o caminho tomado por Washington para resolver um problema semelhante há oito anos.

Em 1994, os Estados Unidos chegaram a um acordo com a Coréia do Norte, que concordou em suspender suas atividades nucleares em Yongbyon, em troca de combustível e da construção de dois reatores de água leve. "Não devemos fazer o que se fez na crise de 1994 porque, em princípio, ficamos marginalizados e, no final, pagamos bilhões de dólares pelos reatores nucleares de água leve", declarou o presidente.

O acordo de 1994 foi questionado depois das revelações feitas por Washington no sentido de que Pyongyang teria reconhecido dispor de um programa nuclear clandestino. Os especialistas estimam que o funcionamento do reator neutralizado depois dos acordos de 1994 deve demorar uns dois meses.



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