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Cesta básica tem elevação e 4% nas cidades da região

Cebola, com alta de 60%, foi o produto que teve a maior variação de preço no período; óleo de soja baixou 26,75%

Lays Bento
Do Diário do Grande ABC
06/12/2023 | 07:00
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Celso Luiz/DGABC


As fortes chuvas que atingiram a região Sul do País se refletiram no preço da cesta básica no Grande ABC em novembro. O valor subiu 4% na comparação com outubro, depois de registrar quedas nos últimos quatro meses, e fechou o mês valendo R$ 1.027, segundo a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

Entre janeiro e novembro, o custo da cesta básica, que possui 34 itens básicos, computa redução de 11%.

Segundo o engenheiro agrônomo responsável pela pesquisa, Fábio Vezza, não há dúvidas de que o cenário meteorológico é o principal responsável pelo maior aumento percentual da cesta no ano – que atinge praticamente o dobro do 1,83% de acréscimo registrado em abril.

Na lista do último mês, justamente os produtos impactados pelas condições climáticas se destacam como os que mais elevaram o preço: o quilo da cebola aumentou 60%, saindo da casa de R$ 4,02 para R$ 6,43. O mesmo fenômeno foi observado com o quilo da batata, que custava R$ 3,97 em outubro e chegou a valer R$ 5,49, avançando 38% em novembro. 

“O curioso do aumento registrado no último mês é que, ao longo deste ano, a gente realmente observou uma cesta básica mais barata. Tanto que de julho para cá só houve queda de preço. E, no mês de outubro mesmo, a gente teve praticamente estabilidade de preços em comparação com o mês anterior, porque a queda neste período foi só de 27 centavos”, observa Vezza.

Para ele, apesar de ser natural que as condições climáticas sejam sentidas rapidamente na comercialização de frutas, verduras e legumes, as situações críticas devem afetar com cada vez mais frequência o bolso dos consumidores. “O fator climático é tão verdadeiro que a cebola e a batata apresentaram esta elevação pelo segundo mês consecutivo. Para piorar, teve toda esta chuva que impactou ainda mais a batata, por exemplo, que é subterrânea. Isto desencadeia um produto diferente não só em preço, mas em qualidade, com o frete também alterado.”

Os destaques positivos e mais significativos de barateamento ao consumidor no último mês foram o tomate (5,28%) e o feijão (4,96%). Vale ainda recapitular que em relação a novembro do ano passado, os produtos com melhor recuo nas contas foram o óleo de soja (26,75%) e o café (10,62%). 

O especialista ainda enfatiza que a tendência até o final do ano é de que os preços continuem escalando. “O verão chegará com toda a disposição, até porque já são esperadas chuvas pesadas e temperaturas altíssimas. A partir disso, será consequência o prejuízo na produção de principalmente frutas, verduras e legumes. Tudo em uma época no qual os preços já são historicamente mais inflados, por conta das festas, 13º salário e demanda”. 




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