Política Titulo Nova reforma
S.Bernardo vai reformar UBS Vila União 4 meses depois da interdição

Unidade passou por obras entre março e julho, após Defesa Civil apontar risco de desabamento; gestão Morando não informou se haverá novo fechamento

Por Artur Rodrigues
04/12/2023 | 20:16
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André Henriques/DGABC


Quatro meses depois de suspender as consultas da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila União por conta de risco de desabamento, a Prefeitura de São Bernardo, sob o comando de Orlando Morando (PSDB), abriu licitação para realizar uma nova reforma na unidade, além de sua ampliação. As obras devem ser iniciadas no início de 2024. 

O pregão, marcado para o dia 29 de dezembro, prevê um investimento de R$ 8,7 milhões para reformar e ampliar o equipamento, que já passou por obras entre março e julho após a Defesa Civil interditar o local que apresentava risco desabamento a qualquer momento. 

A suspensão das consultas durou quatro meses e causou incômodo nos moradores dos 22 bairros do Grande Alvarenga que são atendidos na unidade. Os usuários foram obrigados a buscar atendimento em outras UBSs mais próximas, como as do Ipê e Orquídea, ou então junto às equipes de saúde que trabalham nos territórios, em consultórios improvisados em associações de bairro e igrejas, entre outros espaços. 

A entrega da unidade após a interdição ainda sofreu atraso, visto que as obras deveriam ser concluídas até o fim de junho, conforme constava da placa que informava à população sobre o prazo previsto para o fim das intervenções. No entanto, a conclusão ocorreu apenas na última semana de julho. 

O edital da nova reforma estabelece um prazo de 360 dias para conclusão das intervenções, considerando o momento da assinatura da ordem de serviço. O documento, porém, não informa se as reparações vão impactar no atendimento aos usuários da unidade. 

Procurada pelo Diário, a Prefeitura não informou se as obras vão provocar uma nova interdição da UBS, ou se ao menos algumas alas serão fechadas para a realização da reforma. O Paço também não respondeu porque não realizou a reforma durante o período em que a unidade esteve interditada para reparação dos problemas apontados pela Defesa Civil. 

Enquanto interditada, a UBS Vila União contou apenas com os serviços de entrega de medicamentos, aplicação de vacinas e curativos. Os usuários que necessitavam de exames de sangue tinham que agendar o procedimento para que a equipe do laboratório fosse à unidade para fazer a coleta. 

A crise na saúde de São Bernardo vem sendo relatada pelo Diário desde março com o fechamento da UBS Vila União. Desde então, o setor comandado desde 2017 pelo secretário Geraldo Reple Sobrinho, que contou com orçamento de R$ 1,2 bilhão neste ano, sofreu com demissões em massa, filas nos atendimentos, falta de remédios, leitos fechados em hospitais, problemas estruturais e dívidas com fornecedores. 

Em julho, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou o aporte de R$ 150 milhões para tirar a saúde do município da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O repasse, segundo Morando, seria usado para o custeio dos quatro hospitais municipais: HC (Hospital de Clínicas), Hospital de Urgência, Hospital Anchieta e o Hospital da Mulher.




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