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Índice de mortalidade infantil na região é menor que no País

Brasil registrou, em 2022, média de 12,9 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos, enquanto no Grande ABC a taxa é de 10,4 mortes

Por Thainá Lana
30/11/2023 | 20:04
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DGABC


A taxa de mortalidade infantil no Grande ABC está abaixo do índice nacional. Em 2022, o Brasil registrou média de 12,9 óbitos infantis para cada 1.000 nascidos vivos, enquanto na região o número chegou a 10,4 mortes e no Estado foram 11,1, segundo dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Os números nacionais foram divulgados na quinta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Em 2022, a probabilidade de um recém-nascido não completar o primeiro ano de vida no Brasil era de 13,9 para homens e 11,7 para mulheres. Conforme afirma o instituto, a taxa de mortalidade infantil é calculada através da razão dos óbitos observados e corrigidos, em relação aos nascidos vivos também corrigidos, e indica que de cada 1.000 crianças nascidas vivas, 12,9 faleceram antes de completar 1 ano.

As principais causas da mortalidade infantil no Estado englobam série de afecções como malformações congênitas, doenças infecciosas e parasitárias e doenças do aparelho respiratório, além de causas externas, a maioria relacionada à sufocação acidental, inalação e ingestão de conteúdos que causam riscos para a respiração, de acordo com informações da Fundação Seade. 

Nos municípios do Grande ABC, foram registrados 295 óbitos infantis no ano passado. Diadema é a cidade da região com o maior índice de mortalidade, com 13,2. Na sequência aparecem Mauá (13,1), Santo André (10,4) e São Caetano (9,9) com as taxas mais altas. 

Do total de mortes infantis registradas na região, 44% ocorreu em bebês com até seis dias de vida, no período conhecido como neonatal precoce. O restante dos óbitos foram contabilizados no pós-natal (28 dias e mais do recém-nascido), com 93 casos (31,5% do total), e os demais, 24,4% (72) foram no neonatal tardia (7 a 27 dias de vida). 

A secretaria de Saúde de Santo André atribuiu a taxa de mortalidade no município a dois fatores. “As ações de combate a mortalidade que ficaram prejudicadas durante a pandemia da Covid-19 e estão sendo normalizadas de forma gradual, além da redução significativa da taxa de natalidade, que frente ao número de óbitos se mantiveram estáveis, provocando aumento no percentual da taxa de mortalidade”.

De acordo com o órgão, Santo André conta com o Comitê de Vigilância à Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, que é um comitê multiprofissional com função eminentemente educativa e de acompanhamento da execução de políticas públicas. Diadema destacou que atua para diminuir a mortalidade materno infantil, ampliando a cobertura de atendimento na rede de saúde com oferta do planejamento familiar, acompanhamento do pré-natal, entre outras medidas. 

Já a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que promove diversas ações e estratégias para combater a mortalidade infantil no Estado, como captação precoce de gestante para o pré-natal, integração de protocolos de assistência materno infantil, qualificação da assistência materno infantil através de fóruns de discussões, utilização do método canguru para as crianças prematuras e de baixo peso, fomento do aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e alta qualificada do binômio

EXPECTATIVA DE VIDA

Além dos dados de mortalidade infantil, o IBGE divulgou nesta semana a expectativa de vida no País em 2022, que voltou a subir após a pandemia da Covid-19. Segundo o instituto, uma pessoa nascida no Brasil no ano passado tinha expectativa de viver, em média, até os 75,5 anos. Para os homens, esta expectativa era de 72 anos e para as mulheres, de 79. 

As estimativas indicam que a esperança de vida caiu de 76,2 anos em 2019 para 74,8 anos em 2020 e para 72,8 anos em 2021, em consequência das mortes relacionadas à pandemia.




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