Política Titulo Mudança partidária
Paulo Serra é eleito presidente estadual do PSDB

Prefeito de Santo André vai comandar o partido com missão de reestruturar o tucanato no Estado

Por Raphael Rocha
29/11/2023 | 15:19
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Divulgação


O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), assumiu a direção estadual do PSDB. A nova nominata foi publicada nesta quarta-feira no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o tucano andreense à frente do partido no Estado, sucedendo Marco Vinholi.

A indicação reforça papel de protagonista de Paulo Serra na reconstrução do tucanato em meio à reformulação dos diretórios estadual e nacional da legenda. Paulo Serra também preside, em nível estadual, a federação formada entre PSDB e Cidadania.

“A nossa intenção, validada pelo atual diretório nacional que está sendo eleito hoje, é pacificar o partido em São Paulo, dialogar com todos os grupos para a gente retomar um planejamento e recolocar o PSDB como protagonista no Estado de São Paulo, não só em 2024, em 2026 e nos próximos desafios que virão. Um partido que hoje tem pouco mais de 10% da quantidade de prefeitos que já teve um dia precisa desse realinhamento e a gente está à disposição de todos os grupos para restabelecer esse protagonismo, com muito diálogo, com muita conversa, e principalmente validado pelas grandes lideranças do partido a partir desse novo diretório nacional eleito”, disse Paulo Serra.

O diretório terá Fernando Fernandes Filho (prefeito de Taboão da Serra) como primeiro vice-presidente, Eduardo Cury (ex-prefeito de São José dos Campos e ex-deputado federal) como segundo vice-presidente, Carlos Alberto Balotta Barros de Oliveira como secretário-geral, Luiz Chrysostomo de Oliveira (ex-subsecretário de Juventude do governo paulista) como tesoureiro e Evandro Losacco (ex-deputado estadual) como primeiro secretário.

A alteração na cúpula paulista tem como objetivo seguir as mudanças de rumo que o partido tomou desde 2018, quando, pela primeira vez em 14 anos, não foi protagonista de uma eleição presidencial. O processo de resgate do tucanato teve início com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que foi escolhido presidente nacional do partido, mas que deve ceder espaço ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), após uma ala da legenda questionar juridicamente a eleição de Leite - a escolha de Perillo servirá para apaziguar os ânimos na legenda, sobretudo entre o deputado federal Aécio Neves e o ex-senador Tasso Jereissati.

No Estado de São Paulo, a missão será a de recuperar terreno depois que o PSDB ficou fora do comando do Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez desde 1994 - o candidato tucano Rodrigo Garcia perdeu a reeleição (nem indo ao segundo turno) e hoje o Estado é governador por Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato apoiado pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).




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