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Momentos delicados com seu chefe

Uma das ocasiões mais difíceis para os profissionais lidarem com chefes é a hora de pedir aumento


Cíntia Bortotto

04/07/2011 | 00:00


Você já pensou que, nem sempre, é possível estar cem por cento contente com seu chefe e com seu trabalho? Nestas ocasiões, muitas perguntas passam pela cabeça das pessoas. Considerando os inúmeros e-mails que venho recebendo dos leitores desta coluna, decidi tocar num assunto que certamente demanda sua sensibilidade: como conversar com seu chefe sobre uma situação delicada?

PEDINDO AUMENTO

Uma das ocasiões mais difíceis para os profissionais lidarem com chefes é a hora de pedir aumento. Geralmente, o trabalhador tem sinalizações de seu superior imediato quando está indo bem. Talvez este seja um momento de abordar o chefe com o tema, se assim entender necessário. Não acredito que pedir aumento seja bacana, pois ele deve vir como forma de reconhecimento. Ao colaborador, sempre cabe estar preparado para ocupar posições acima da dele e não ficar esperando ser mais remunerado pela função que já faz hoje.

Estamos em um regime de capitalismo, neste sentido a relação capital - trabalho deve ser boa para as duas partes. Se o colaborador está insatisfeito com seu salário, pode comentar com o chefe, mas nunca exigindo. Se ele não for atendido, deve procurar uma empresa que pague o que ele quer, se esta também reconhecer que ele pode agregar. É uma troca. O aumento só deve ser abordado, se for de uma forma muito positiva. Se for uma cobrança, já tem a denotação que a pessoa não se sente reconhecida pelo que entrega, o que já demonstra que algo não está bem.

É sempre importante pedir um feedback sobre seu trabalho, saber sobre o que está adequado e o que não está. Numa ocasião destas, pode-se sutilmente trazer dados sobre a remuneração no mercado ao seu chefe. Se o mercado não pagar a mais para a sua função, sugiro que não peça.

O AUMENTO VEM DE CIMA

Lembro que qualquer proposta e análise devem vir do seu superior em conjunto com RH. Os aumentos se alternam de acordo com muitas variáveis, como valores pagos pelo mercado, valor do trabalho entregue por aquele profissional, o risco de perdê-lo e consequências para o negócio, o orçamento para aumentos previsto, a distribuição do orçamento de incremento salarial para demais integrantes da área, entre outros, portanto, deixe cálculos e percentuais para o seu chefe.

Se você receber um não, deve avaliar se vale permanecer na empresa e até quando. E também cabe avaliar e entender o porquê do não. Talvez você não seja tudo o que está imaginando e, aí, é importante entender qual a percepção do outro acerca de seu trabalho. Saber aguardar o momento certo, demonstra maturidade.

DESMOTIVAÇÃO

Outro momento delicado para a relação funcionário-chefe é quando você está se sentindo desmotivado. Se você não sente o mesmo ânimo para trabalhar, ou se as atividades não parecem ter o mesmo brilho do que antes você pode estar enfrentando um estado de desmotivação. O problema maior vem quando a falta de ânimo já atingiu um nível que até sua performance vem sendo prejudicada.

Informar a seu líder é uma tarefa nem sempre tão fácil. A conversa deve ter um caráter de que você sente que pode ser mais produtivo se mudar de atividades ou de área. Deve haver uma reflexão antes de abordar o chefe, até porque só reclamar não é a solução. O que você busca? O que faria você se animar novamente?

Se seu chefe perceber que seu objetivo final é fazer com que a produtividade não caia e se ele souber que você sempre foi um bom funcionário, a tendência é de que ele lhe ajude. A relação, se ambos forem maduros, não ficará comprometida.

O ideal é você perceber o dia em que seu chefe não esteja nervoso ou sob muita pressão. Este tipo de conversa não deve acontecer na véspera ou no dia de uma reunião muito importante, seja interna, seja com um cliente. Deve ser em uma circunstância em que você perceba que ela está aberto ao diálogo, que quer ouvir e buscar uma solução conjuntamente. Se você não souber identificar o humor de seu chefe, peça para a secretária ou alguém que seja próximo dele para ajudá-lo.

O ideal é que você sempre busque ser ponderado, que saiba o que quer, e que saiba também quem você é, quais são suas reais dificuldades e suas qualidades. Seu autoconhecimento e sua segurança são determinantes para o sucesso das conversas delicadas que você possa vir a ter com seu chefe. Procure também conhecê-lo melhor, para correr menos risco de errar. No caso de dúvida, aposte no bom senso: siga confiante e boa sorte!



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Momentos delicados com seu chefe

Uma das ocasiões mais difíceis para os profissionais lidarem com chefes é a hora de pedir aumento

Cíntia Bortotto

04/07/2011 | 00:00


Você já pensou que, nem sempre, é possível estar cem por cento contente com seu chefe e com seu trabalho? Nestas ocasiões, muitas perguntas passam pela cabeça das pessoas. Considerando os inúmeros e-mails que venho recebendo dos leitores desta coluna, decidi tocar num assunto que certamente demanda sua sensibilidade: como conversar com seu chefe sobre uma situação delicada?

PEDINDO AUMENTO

Uma das ocasiões mais difíceis para os profissionais lidarem com chefes é a hora de pedir aumento. Geralmente, o trabalhador tem sinalizações de seu superior imediato quando está indo bem. Talvez este seja um momento de abordar o chefe com o tema, se assim entender necessário. Não acredito que pedir aumento seja bacana, pois ele deve vir como forma de reconhecimento. Ao colaborador, sempre cabe estar preparado para ocupar posições acima da dele e não ficar esperando ser mais remunerado pela função que já faz hoje.

Estamos em um regime de capitalismo, neste sentido a relação capital - trabalho deve ser boa para as duas partes. Se o colaborador está insatisfeito com seu salário, pode comentar com o chefe, mas nunca exigindo. Se ele não for atendido, deve procurar uma empresa que pague o que ele quer, se esta também reconhecer que ele pode agregar. É uma troca. O aumento só deve ser abordado, se for de uma forma muito positiva. Se for uma cobrança, já tem a denotação que a pessoa não se sente reconhecida pelo que entrega, o que já demonstra que algo não está bem.

É sempre importante pedir um feedback sobre seu trabalho, saber sobre o que está adequado e o que não está. Numa ocasião destas, pode-se sutilmente trazer dados sobre a remuneração no mercado ao seu chefe. Se o mercado não pagar a mais para a sua função, sugiro que não peça.

O AUMENTO VEM DE CIMA

Lembro que qualquer proposta e análise devem vir do seu superior em conjunto com RH. Os aumentos se alternam de acordo com muitas variáveis, como valores pagos pelo mercado, valor do trabalho entregue por aquele profissional, o risco de perdê-lo e consequências para o negócio, o orçamento para aumentos previsto, a distribuição do orçamento de incremento salarial para demais integrantes da área, entre outros, portanto, deixe cálculos e percentuais para o seu chefe.

Se você receber um não, deve avaliar se vale permanecer na empresa e até quando. E também cabe avaliar e entender o porquê do não. Talvez você não seja tudo o que está imaginando e, aí, é importante entender qual a percepção do outro acerca de seu trabalho. Saber aguardar o momento certo, demonstra maturidade.

DESMOTIVAÇÃO

Outro momento delicado para a relação funcionário-chefe é quando você está se sentindo desmotivado. Se você não sente o mesmo ânimo para trabalhar, ou se as atividades não parecem ter o mesmo brilho do que antes você pode estar enfrentando um estado de desmotivação. O problema maior vem quando a falta de ânimo já atingiu um nível que até sua performance vem sendo prejudicada.

Informar a seu líder é uma tarefa nem sempre tão fácil. A conversa deve ter um caráter de que você sente que pode ser mais produtivo se mudar de atividades ou de área. Deve haver uma reflexão antes de abordar o chefe, até porque só reclamar não é a solução. O que você busca? O que faria você se animar novamente?

Se seu chefe perceber que seu objetivo final é fazer com que a produtividade não caia e se ele souber que você sempre foi um bom funcionário, a tendência é de que ele lhe ajude. A relação, se ambos forem maduros, não ficará comprometida.

O ideal é você perceber o dia em que seu chefe não esteja nervoso ou sob muita pressão. Este tipo de conversa não deve acontecer na véspera ou no dia de uma reunião muito importante, seja interna, seja com um cliente. Deve ser em uma circunstância em que você perceba que ela está aberto ao diálogo, que quer ouvir e buscar uma solução conjuntamente. Se você não souber identificar o humor de seu chefe, peça para a secretária ou alguém que seja próximo dele para ajudá-lo.

O ideal é que você sempre busque ser ponderado, que saiba o que quer, e que saiba também quem você é, quais são suas reais dificuldades e suas qualidades. Seu autoconhecimento e sua segurança são determinantes para o sucesso das conversas delicadas que você possa vir a ter com seu chefe. Procure também conhecê-lo melhor, para correr menos risco de errar. No caso de dúvida, aposte no bom senso: siga confiante e boa sorte!

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