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Aumentos exorbitantes
Por Do Diário do Grande ABC
12/11/2023 | 07:00
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 Os reajustes anuais nas mensalidades dos planos de saúde têm trazido preocupação aos consumidores. Os aumentos nos preços, especialmente os dos convênios empresariais, que não são regulados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), têm sido exorbitantes, muito acima da inflação acumulada no período. Estudo elaborado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostra que nos últimos cinco anos planos coletivos tiveram variação de até 82,36%! É preciso debate sério sobre a questão, de modo a garantir a saúde financeira das operadoras sem tornar proibitiva a contratação do serviço pelos trabalhadores brasileiros.

A crescente onda de aumentos destaca a urgente necessidade de regulação mais efetiva do setor. A falta de controle tem permitido que operadoras elevem os preços de modo desproporcional, prejudicando empresas e colaboradores. A ausência de arcabouço regulatório eficiente contribui para a falta de transparência nos critérios utilizados pelas seguradoras na definição dos reajustes, o que resulta em surpresas desagradáveis às organizações que buscam oferecer benefícios de saúde aos funcionários. Além disso, a ausência de normalização facilita práticas questionáveis por parte de planos, como rescisão unilateral de contratos ou imposição de restrições de cobertura sem o devido embasamento técnico.

A crescente inflação médica e a complexidade das atividades de saúde também ressaltam a importância de regulação que assegure a sustentabilidade financeira dos planos empresariais. Com um controle mais efetivo, é possível estabelecer limites para os aumentos, considerando fatores econômicos, índices de inflação e custos reais dos serviços médicos. Isso garantiria a acessibilidade aos convênios e evitaria que empresas e empregados fossem sobrecarregados por aumentos desproporcionais. Ao estabelecer regras claras e justas, evita-se a exploração por parte das operadoras, garantindo que os trabalhadores possam contar com serviços de saúde de qualidade sem comprometer o orçamento familiar.




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