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Lula diz que guerra já traz prejuízos para o Brasil


Do Diário OnLine
Com AFP

10/03/2003 | 14:15


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a iminência de uma guerra no Iraque já traz prejuízos para o país, apesar da distância de oito mil quilômetros entre o Brasil e os Estados Unidos e de 14 mil para Bagdá. Em um apelo para a paz, ele disse que a humanidade precisa de mais atenção na área social, e não de guerra.

"O povo e a humanidade neste momento estão precisando mais de educação, estão precisando de mais de saúde, estão precisando mais de alimentação, estão precisando muito mais de paz do que de uma guerra que pode trazer perdas para a sociedade e sobretudo para a parte mais pobre do planeta Terra", disse Lula.

"É por isso que o governo brasileiro não entende por que não há mais sacrifício por parte dos governantes do mundo inteiro para encontrar uma solução para fiscalizar devidamente o Iraque", afirmou. Ele ainda acrescentou que não se pode permitir "que a guerra seja a única e a última saída".

O presidente fez estas declarações diante de empresários durante a inauguração de uma feira internacional de plásticos, a BrasilPlast, em São Paulo. "Embora estejamos a oito mil quilômetros de distância dos Estados Unidos e a 14 mil km do Iraque, a verdade é que essa guerra já começa a trazer prejuízos para o Brasil e outros países", acrescentou.

"Olho nos olhos de vocês e não vejo ninguém querendo a guerra, vejo todos querendo a paz e acredito que isso é o que os governantes do mundo devem buscar a partir de hoje", afirmou.

Poucas horas antes, questionado sobre esse assunto por um trabalhador numa fábrica de automóveis, Lula disse: "o povo está precisando de feijão com arroz e não de guerra".

Lula, que assumiu o poder em janeiro com grandes promessas de melhoras sociais para seu país, defende uma solução pacífica no Iraque, sob a tutela das Nações Unidas.

O presidente brasileiro falou na quarta-feira por telefone com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, sobre sua preocupação com as conseqüências da guerra. Dias antes, conversou sobre o mesmo tema com o primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroeder, e com o presidente francês, Jacques Chirac.



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