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Condôminos do Edifício Senador aprovam novo rateio de R$ 9,6 mi

Valor será utilizado para pagar dívidas e encerrar obras de revitalização do prédio que desabou parcialmente em 2012, no Centro de S.Bernardo

Lays Bento
30/10/2023 | 07:00
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André Henriques/DGABC


Os condôminos do Edifício Senador, prédio que desabou parcialmente no Centro de São Bernardo em 2012, aprovaram um rateio na ordem de R$ 9,6 milhões. O valor engloba o custeio para término da obra de reparação da estrutura, bem como o pagamento de dívidas acumuladas. 

O Diário mostrou neste mês que seria necessário aportar R$ 5 milhões para terminar as obras no edifício localizado na Avenida Índico. O local, de caráter comercial, sofreu um desabamento de pavimento que vitimou duas pessoas em 2012. Desde então, permanece fechado. No último dia 17, os condôminos tiveram nova assembleia para debater o futuro do Edifício Senador. O síndico do prédio, Wilson Antonio Marchiori, disse que a quantia pedida precisou ser revista diante do alto índice de inadimplência e dívidas de grande porte.

Ele apontou que pelo menos dez proprietários estão em atraso com suas obrigações. Segundo ele, a reunião composta por proprietários (que são profissionais liberais, médicos e advogados) foi harmoniosa. “A qualquer custo querem terminar a obra. Nas duas horas em que estivemos juntos, as decisões foram no mesmo objetivo. Um representante da Sicredi esteve conosco para conceder linhas de crédito aos proprietários que precisam e, em geral, analisamos o orçamento de ao menos quatro construtoras da região. Só que até a concorrência aponta para os reparos finais para Maximo Aldana (empreiteira contratada pelo edifício desde 2018)”, informou.

O Diário apurou que o restauro da estrutura de 14 andares já consumiu R$ 20 milhões em duas etapas de obras - sem contar os R$ 5 milhões estimados para a última fase. O valor é quase o dobro da quantia inicialmente estimada para reformar o local, de R$ 12 milhões. Marchiroi indicou que, só com a Enel, há impasse de valores que vem de 2020. Existe, de acordo com ele, uma dívida de R$ 250 mil com a companhia. “Além desta necessidade pela projeção de instalação de entradas de força ao novo prédio, a equipe atrasou a construção pelas regras sanitárias e até o valor do rateio que faríamos na época foi ainda mais parcelado.”

O síndico projetou que, se tudo caminhar conforme o calendário estimado, o Edifício Senador reabre suas portas em novembro. Ele salientou, entretanto, que é preciso que os condôminos honrem com o rateio - o valor foi dividido em dez parcelas. A expectativa é a de que, reaberto o prédio, o metro quadrado possa ser comercializado a R$ 8.000.

Quando o edifício Senador desabou, matando duas pessoas, inicialmente suspeitou-se que a queda decorreu do colapso da estrutura onde ficava uma das caixas d’água do prédio. Porém, o IC (Instituto de Criminalística) apresentou laudo confirmando que a tragédia foi causada por problemas estruturais focando no proprietário dos dois últimos andares, que chegou a ser questionado sobre reformas realizadas nos pavimentos. Para implantar uma discoteca, ele teria colocado grande quantidade de areia, pedra e bloco sobre a laje do 13º piso, no ponto onde ocorreu o desabamento.




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