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A doença vista pelos olhos


Vanessa Selicani
Especial para o Diário

04/06/2007 | 07:22


Um singelo olhar pode guardar mais significados do que os encontrados por um poeta romântico ou os doutores em oftalmologia. Rins, bexiga, braços, pernas e todos os outros órgãos do corpo humano estão traçados na íris humana, aquela parte colorida dos olhos que contorna a pupila.

É o que acreditam os estudiosos da iridologia, medicina alternativa que aponta os órgãos mais vulneráveis do corpo através das diferenciações da íris.

Sem promessas milagrosas de cura, a iridologia quer se tornar uma ferramenta para medicina preventiva.

“O mapeamento não é reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina, mas existem muitos trabalhos científicos a respeito. Queremos provar que o método é eficaz e utilizar a iridologia para auxiliar os diagnósticos”, explicou o presidente da AMI (Associação Brasileira de Iridiagnose), Celso Batello.

MÉTODO
O método não detecta doenças, aponta apenas os órgãos mais vulneráveis. Isso é feito por meio do estudo das variações de textura em cada parte mapeada na íris. A AMI tem 300 membros e fica em Santo André. Segundo Batella, o Brasil é o País que mais possui estudos sobre iridologia. Mas é preciso cuidados ao se procurar o serviço.

“Recebemos muitas denúncias de charlatões. Em Marissol, no interior, um falso iridólogo disse para sua paciente que ela tinha câncer quando tivesse 25 anos. É impossível fazer essas previsões através da íris”, alertou.

A comerciante Maria Perpétua Brum, 65 anos, procurou um iridólogo em fevereiro por causa de um problema de esquecimento que nunca foi detectado a causa. “O especialista mapeou minha íris e relatou problemas em locais que sempre tive dores. Ele apontou o desaparecimento de uma célula da memória e me receitou remédios homeopáticos”, disse ela.

O presidente da AMI considera tratamentos homeopáticos e conclusões tiradas apenas com a iridologia irresponsáveis. “Posso saber os pontos mais sensíveis da pessoa, mas é preciso o encaminhamento médico e tratamento com remédios”, explicou. (Supervisão de Cláudia Fernandes)



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