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Projeto de lei quer obrigar airbag


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

03/06/2007 | 07:07


O consumidor brasileiro de carros não pensa em itens de segurança ao adquirir um produto. Todo o dinheiro extra que possui, acaba como investimento em produtos que destacam a estética do veículo. Como mudar hábitos e preços é difícil, o Brasil tenta mudar a legislação.

Nesta semana, foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania projeto de lei que estabelece a utilização de novos equipamentos e componentes de uso obrigatório nos veículos. Os itens destacados são airbag dianteiro, barra de proteção lateral e arco de proteção superior. O projeto é de autoria do senador Eduardo Azeredo e tramita em decisão terminativa. Se a mudança for definitiva, itens considerados de luxo sairão de fábrica e teriam os custos reduzidos devido à produção em escala.

O especialista em simulações de impacto nas áreas automotiva e aeroespacial da SmartTech Serviços, Ivo de Castro, chama a atenção para o fato de que o airbag não resolve o problema de segurança. Ele só irá agregar valor aos sistemas de retenção, composto por volante, barra, cinto, direção etc.

Segundo a Coordenadora Institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, não basta obrigar as montadoras a colocarem os itens de série. “É preciso também adotar políticas públicas que diminuam a carga tributária sobre as autopeças de segurança, que chegam a 40% do valor do produto”, destaca.

A especialista explica que na Europa não existe legislação que obrigue airbag ou freio ABS. No entanto, como os consumidores exigem, as próprias fabricantes se reuniram e fizeram um acordo para estabelecer padrões mínimos.

"O que torna caro esses itens no Brasil é que além de não serem produzidos em escala, eles só podem ser adquiridos em pacotes, que incluem itens de luxo”, afirma.

Para Zomar Oliveira, presidente do 8º Colloquium Internacional de Freios & Mostra de Engenharia da SAE Brasil, é muito difícil mudar a legislação e fazer com que as montadoras se adaptem em um curto período. Segundo ele, a melhor alternativa é conscientizar a sociedade e mudar hábitos. “O Brasil gasta por ano até R$ 25 bilhões com acidentes”, afirma.

De acordo com Oliveira, a SAE irá promover um fórum de discussão com pessoas especializadas no assunto para encontrar soluções para a indústria no que se refere à segurança veicular.



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