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‘O Avesso do avesso do avesso’

O prefeito paulistano Gilberto Kassab acaba de lançar seu partido e está debaixo de fogo: acusam-no de pensar apenas em seus interesses pessoais


Carlos Brickmann

23/03/2011 | 00:00


O prefeito paulistano Gilberto Kassab acaba de lançar seu partido e está debaixo de fogo: acusam-no de pensar apenas em seus interesses pessoais, de burlar a Lei de Fidelidade Partidária, de apoiar quem quer que esteja no poder.

O outro lado foi esquecido. Kassab tem ligações políticas com o grupo tucano que segue a liderança de José Serra - e Serra perdeu tanto a eleição como o controle do PSDB paulista. Kassab derrotou Geraldo Alckmin nas eleições para a prefeitura paulistana - e Alckmin, politicamente frio e impiedoso, não apenas chegou ao governo paulista como tomou o comando tucano estadual, afastando Serra (e vai cobrar de Kassab a derrota que sofreu). Kassab bateu o PT na eleição para a prefeitura de São Paulo - e o PT está na Presidência da República.

Ninguém consegue ser prefeito contra o governador e o presidente, que controlam as verbas. Sem apoio tucano, Kassab só tinha uma saída: a saída.

Político competente, Kassab conseguiu, ao deixar o DEM, paralisar todas as demais forças políticas. PSB e PMDB gostariam de absorver o PSD, o partido de Kassab, mas não se sabe se é isso que o PSD pretende de verdade. Kassab promete apoiar Alckmin e Dilma em todos os bons projetos (o que significa apenas que ele estará ao lado do bem e contra o mal - uma posição que, tirando Marco Aurélio Top-Top Garcia, qualquer outro político gostaria de assumir). Em resumo, todos esperam o que fará, para só então se movimentarem.

Kassab vai mal nas avaliações, agora. Mas nunca deve ser subestimado.

O OBJETIVO...

Quando os italianos reclamam de bagunça, é bom prestar atenção. Não se trata apenas de saber quem comanda as operações (deveria ser a Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, embora o Catar dela não faça parte, mas na prática são os Estados Unidos, sendo que França e Inglaterra estão muito mais agressivas, e todos usam bases italianas). A parte mais confusa de tudo é o objetivo da guerra. A resolução da ONU fala em proteção aos civis e proibição dos ataques da aviação governista aos rebeldes; mas a França reconhece os rebeldes como governo legítimo, a Inglaterra informa que o presidente Kadhafi é um alvo, o que os Estados Unidos negam. Obama diz que não quer depor Kadhafi, mas que ele tem que deixar o poder. Cada um desses objetivos exige ações diferentes.

...DA GUERRA

Kadhafi será derrotado militarmente: suas forças são ótimas para matar dissidentes, não para enfrentar forças armadas de verdade. Mas pode vencer politicamente, já que a Coalizão não tem ideia do que fazer depois da luta. Entregar o poder aos rebeldes? Tudo bem - mas boa parte dos líderes insurgentes fez parte até há pouco do governo Kadhafi. Dividir o país entre Tripolitânia e Cirenaica, de novo? A Tripolitânia é a terra dos clãs e da tribo de Kadhafi e vai lutar contra a Cirenaica. Ocupar o país, como no Iraque? A guerra não termina quando terminam os tiros. Muitas vezes, é aí que começam os maiores combates.

VEXAME NACIONAL

Não, não pode: é importante receber visitas internacionais, mas não se pode permitir que mandem na nossa casa. A segurança do presidente Barack Obama extrapolou: desrespeitou ministros brasileiros, proibiu o prefeito e o governador do Rio de ir ao Cristo Redentor enquanto Obama lá estivesse, coisas que não se fazem. E, ao revistar políticos brasileiros na entrada de um evento, os norte-americanos mostraram que não sabem nada: certos políticos devem ser revistados é na saída.

INSUPORTÁVEL

O presidente Lula passou anos esbravejando, mas não chegou a exigir o afastamento do executivo Roger Agnelli do comando da Vale. O ministro Guido Mantega foi mais longe, e pediu aos acionistas da Vale que afastem Agnelli. Explica-se: Agnelli fez o que pôde para irritar o ministro da Fazenda. Ele com certeza sabe que Guido Mantega não tolera quem é competente.

FICA! FICA!

Nota do colunista carioca Aziz Ahmed, do Jornal do Commercio: "Nem nos rincões gaúchos, muito menos no Itamaraty, ninguém entendeu por que o governador Tarso Genro (PT - RS) marcou viagem para o Vietnã".



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