Aprecie a Arte Regional Titulo Artista da semana
São-bernardense vive auge da carreira em musical ‘Funny Girl - A Garota Genial’, em SP

André Luiz Odin é destaque com personagem Eddie Ryan

Renan Soares
Do Diário do Grande ABC
30/09/2023 | 07:00
Compartilhar notícia
Divulgação


“A arte é o que me faz acordar todo dia, o meu combustível para viver, não sei dizer quem sou sem ela”. Nascido em São Bernardo e com grande vivência em Salto, Interior de São Paulo, o ator, cantor e bailarino André Luiz Odin, 31 anos, define desta forma a presença da arte em sua vida. Com mais de oito espetáculos e 18 anos de trajetória, o artista vive seu personagem de maior destaque da carreira, Eddie Ryan, com o musical Funny Girl - A Garota Genial, em cartaz no Teatro Porto, na Capital, até o dia 8 de outubro.

“Desde criança era agitado, que ficava dançando e cantando, e com três anos já acompanhava minha irmã nas aulas de sapateado que ela fazia, e me contam que na época eu ficava na porta da sala imitando os passos dela”, diz André, que cita a inspiração também em filmes, como Marry Poppins (1964) e Dirty Dancing (1987), com as cenas de dança, e Mudança de Hábito 2 (1993), que tinha a presença de corais. “Assistia diversos filmes, ficava encantado, e sempre pensava: eu gostaria de fazer isso! Com nove anos, entrei na escola de sapateado”, finaliza.

Foi na Faces Ocultas Cia de Dança, companhia da cidade de Salto, fundada em 1997 pelo bailarino e coreógrafo Arilton Assunção, que o artista deu os primeiros passos profissionais na carreira, com 13 anos. André se mudou para a Capital depois da experiência, em 2011, buscando oportunidades para mostrar seu talento em grandes musicais, sendo o primeiro O Musical Mamonas, em 2016, como cover de Júlio Rasec, tecladista da antiga banda. São mais de oito espetáculos da Broadway brasileira no currículo, vividos ao longo de 18 anos de carreira na arte, entre a dança e o teatro.

Entre os principais trabalhos no gênero estão: Billy Elliot (2019) como Mr. Braithwaite; Zorro, Nasce Uma Lenda (2019) como Sargento Garcia; Bibi, Uma Vida em Musical (2022), Summer, Donna Summer Musical (2022) como Brian Edwards e Helmut Summer; Chicago (2022), A Pequena Sereia (2022) como swing e cover de Sabidão e, mais recentemente, Anastasia (2023) como swing e cover de Vlad Popov. “Em cada projeto aprendi algo novo”, cita André Luiz, que aponta a pandemia como principal desafio da sua carreira até agora, com o fechamento de teatros e a necessidade de se reinventar.

O artista aponta uma retomada do setor, e destaca o protagonismo que o teatro musical vem tendo. “Penso que o mercado (Teatro Musical) está crescendo muito, principalmente agora depois da pandemia, começando a existir produções que estão acontecendo ou estão para acontecer. Como qualquer área, existem pontos que dão para melhorar”, avalia André Luiz, que sonha agora em “trocar de lado” e começar a produzir seus próprios espetáculos de teatro. 

O espetáculo Funny Girl está em cartaz no Teatro Porto em São Paulo até o dia 8 de outubro, com apresentações às sextas-feiras, às 20h, aos sábados, às 16h30 e às 20h, e aos domingos, às 15h30 e às 19h. Em seguida, o musical viaja para o Rio de Janeiro e faz temporada no Teatro Casa Grande.

André Luiz vive personagem com personalidade parecida a sua

Estreando na Capital paulista, Funny Girl - A Garota Genial tem o ator, cantor e bailarino André Luiz Odin, 31 anos, no elenco. O artista divide o palco com os parceiros de profissão e protagonistas Giulia Nadruz e Eriberto Leão. O musical é um recorde de bilheteria da Broadway e conta a história de Fanny Brice, uma jovem judia que era desvalorizada pelas pessoas ao seu redor. Determinada e com o sonho de se tornar uma estrela, ela conta com a ajuda especial do amigo Eddie, personagem de André Luiz, com quem cria uma forte relação de cumplicidade e confiança, e ganha os olhares num show local e é contratada por um famoso produtor.

Em cena, André Luiz Odin é Eddie Ryan, um dançarino que Fanny conhece nos shows de vaudeville. Segundo o artista, Eddie é uma pessoa muito carinhosa que ajuda, aconselha e se preocupa com Fanny e carrega consigo uma personalidade parecida com a sua: “Eles criam, durante o espetáculo, uma relação muito bonita de amizade onde um é força para o outro. E sou muito assim com meu marido, meus amigos e minha família. Ele também é um coreógrafo e bailarino na história, e eu também sou em minha vida”, complementa.

Estreado em 1964, Funny Girl tem trilha de Julie Styne, letras de Bob Merrill, texto de Isobel Lennart e foi originalmente estrelado pela grande cantora e atriz Barbra Streisand, que também deu vida à protagonista da história na adaptação para o cinema dirigida por William Wyler em 1968. O clássico dos musicais Funny Girl ganhou uma versão brasileira assinada por Bianca Tadini e Luciano Andrey, dirigida por Gustavo Barchilon e produzida pela Barho Produções em parceria com a 7.8 Produções Artísticas. 




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;