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S.Bernardo faz evento sobre oportunidades no petróleo


Soraia Abreu Pedrozo
do Diário do Grande ABC

25/08/2011 | 06:43


A Prefeitura de São Bernardo organizou, ontem, evento que proporcionou aos empresários da região a possibilidade de criar oportunidades de negócios dentro da cadeia produtiva do petróleo e gás no País. "Eventos como esse têm o intuito de provocar empresários e universidades, ainda mais aqui na região, que possui forte cultura industrial. Essa é oportunidade para aquelas empresas que trabalham exclusivamente para o setor automotivo, para que atuem também para o petróleo e gás", disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

A diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, afirmou que o maior desafio não está dentro da estatal, onde há facilidade para a captação de recursos, mas na indústria de bens e serviços, já que a petrolífera tem de cumprir exigência de comprar peças e equipamentos fabricados no País.

Questionada sobre que percentual seria este, já que nem tudo a indústria brasileira está apta a fornecer, ela respondeu que é necessário ter, em média, 70% de conteúdo local. "Tudo depende do tipo de atividade, se ela é em terra ou no mar. O conteúdo local é variável de acordo com a dificuldade." Para gasodutos, são necessários 85% de componentes brasileiros, para as térmicas, 75% e, para as plataformas, de 55% a 65%.

Quanto ao risco de invasão chinesa no pré-sal, alertado por levantamento da Organização Nacional da Indústria do Petróleo divulgado na última semana, que mostrava que o preço da matéria-prima para fabricar a válvula borboleta custa três vezes mais que o produto acabado da China, Graça disse desconhecer o estudo, mas não desacreditar dele. Ela reforçou o compromisso com o conteúdo local e afirmou que essa é questão para o governo federal, que deve proteger a indústria nacional e os serviços. Marinho ressaltou que, se a invasão chinesa for para construir e investir aqui, é bem-vindo. "Além da montagem, objetivamos a fabricação das partes que compõem o sistema."

Para o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Luis Paulo Bresciani, embora o assunto já esteja sendo discutido há dois anos, a iniciativa de São Bernardo dá impulso ao debate. "As empresas precisam pesquisar sobre o assunto porque se elas não entrarem na cadeia, outras vão entrar. E essa é uma área que requer muito cuidado. O parafuso utilizado tem que ser o melhor do planeta, pois desastres com tubulações e plataformas não podem ocorrer."

BOLA FORA

Devido à falta de incentivos fiscais, existe o risco de empresas da região migrarem para outras cidades. Foi o caso da Thermojet, companhia de engenharia térmica que migrou de São Bernardo para Pindamonhangaba. Lá, ela vai investir R$ 400 milhões em uma subsidiária para atender à demanda do pré-sal e fabricar plataformas, conta o gerente Paulo Trentin. A partir de setembro serão contratados 600 funcionários, que poderiam ser daqui. A Prefeitura está desenvolvendo lei de incentivo à inovação para oferecer tributação diferenciada para o ISS e o IPTU a desenvolvedores de tecnologia, porém, o projeto ainda está em andamento.



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