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César Sampaio entrega amuleto ao Santo André


Anderson Rodrigues
Enviado a Florianópolis

30/09/2005 | 08:22


Desesperado e precisando urgentemente da primeira vitória no quadrangular da Série B do Campeonato Brasileiro, o Santo André recebeu quinta-feira uma injeção de ânimo antes de embarcar para Florianópolis (SC), onde enfrenta neste sábado o Avaí, às 16h, na Ressacada. César Sampaio (ex-volante que atuou pelo Santos, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Seleção Brasileira) tentou elevar o moral dos atletas do Ramalhão, que buscam os três pontos para avançar à fase final. E parece que deu certo.

No vôo para a capital catarinense, os jogadores e a comissão técnica falaram sobre o encontro. Dedimar teve boa empatia com Sampaio. Ao final, o capitão da equipe do Grande ABC recebeu um amuleto que promete carregar no peito na guerra em Santa Catarina: uma camiseta usada num momento crítico de Sampaio no Hiroshima, clube do Japão.

Sampaio esteve no ano passado em Hiroshima, cidade marcada por uma catástrofe na década de 40: a bomba nuclear, que culminou com o fim da Segunda Guerra Mundial. Logo no início de trabalho, o time local passou por momentos semelhantes ao vivido atualmente pelo Santo André. Os japoneses disputavam a segunda divisão da J-League (campeonato nacional) e perderam as duas primeiras partidas do quadrangular, assim como o Ramalhão, já derrotado por Grêmio e Santa Cruz nessa fase da Segundona.

Com as chances remotas de classificação, a diretoria do Hiroshima fez uma homenagem a César Sampaio. Organizou um churrasco de despedida. Ao chegar para a festa, o brasileiro surpreendeu os companheiros japoneses com sua camiseta. Nela, estavam os dizeres: ‘Com a ajuda de Deus, seremos campeões’, escrito na língua local e em português. Os jogadores compraram a idéia. Venceram os quatro jogos seguintes, terminaram em primeiro na tabela e subiram para a primeira divisão. "É o que nós buscamos agora", revela Dedimar.

O capitão do Santo André fez questão de mostrar o amuleto. A caminho do aeroporto de Congonhas, quinta-feira, abriu a mochila e tirou a camiseta abençoada. "Já compramos a idéia. Me comprometi com o time e vou usá-la em todas as partidas da Série B. Foi algo emprestado de coração e, se passarmos à próxima fase, dedicaremos as vitórias ao Sampaio", afirma.

A palestra durou cerca de 40 minutos. Sampaio encontrou no estádio Bruno Daniel um grupo cabisbaixo. Afinal, os dois resultados negativos deixaram a equipe seis pontos atrás de Grêmio e Santa Cruz. "Nas ruas, todos falam que o Santo André não tem mais chances na competição, assim como aconteceu com o time dele (Sampaio). Fomos homens em todos os momentos, como na Copa do Brasil (campeão, revertendo resultados), e agora seremos novamente nesse momento difícil", diz Dedimar, que completa. "Ninguém aqui aceita o que está acontecendo. Não estamos derrotados e vamos reverter esse quadro já contra o Avaí".



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