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Aos 40, é preciso atenção com o futuro


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

05/07/2009 | 07:34


Quem está na faixa dos 40 anos de idade e ainda não se preocupa em guardar recursos para complementar a renda quando se aposentar, precisa correr, pois já está atrasado.

Segundo especialistas, é importante que as pessoas comecem o quanto antes a investir com esse objetivo para não sofrerem com a perda de padrão de vida. A perspectiva de depender apenas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não é nada promissora.

O consultor de finanças pessoais Francis Brode Hesse salienta que o ideal é começar aos 20 anos, mas aos 40, ainda dá tempo. Isso desde que se tenha em mente que, com o passar dos anos, é preciso ir reduzindo a exposição ao risco - ou seja, investir menos, por exemplo, em ações, que fazem parte do mercado de renda variável exatamente porque estão sujeitas a oscilações fortes de valor.

Opções - Há dois caminhos indicados para quem pensa em uma velhice mais tranquila. Uma delas é adquirir um plano de previdência privada, em que se contribui todo mês e ao fim de determinado período (por exemplo, 20 anos), começa-se a receber um benefício mensal. Outra opção é investir, por conta própria os recursos em títulos do governo, fundos de renda fixa e ações, por exemplo.

Hesse cita que o primeiro caso é mais indicado para quem não tem tanta disciplina para poupar, já que o recurso é descontado da conta corrente e já existem produtos prontos, que os bancos oferecem.

Porém, é importante pesquisar bem as taxas de administração e de carregamento, que variam bastante, de acordo com cada instituição financeira. "Se a pessoa puder escolher um plano coletivo, de empresa ou de classe (no caso de profissional liberal), os custos costumam ser menores", citou.

Também é importante observar o tipo de plano, de acordo com o perfil do investidor. Existem os agressivos (que investem mais em ações), os moderados e os conservadores. "Quem tem 40, pode ser agressivo no começo, mas é preciso cautela", avaliou Hesse.

Disciplina - Para quem é disciplinado para destinar todo mês dinheiro com o objetivo de longo prazo, pode ser mais rentável aplicar parte dos recursos em títulos públicos e parte em ações.

O valor a ser investido não deve ser visto como uma barreira. "No início, você pode colocar R$ 50 todo mês numa poupança, até ultrapassar R$ 5.000 e aí, pode sacar e passar para um título público ou um CDB", afirmou o professor Pedro Vartanian. Ele acrescentou que o ideal é comprometer entre 5% e 10% da renda com as aplicações de longo prazo.

Hesse salienta que, a partir de R$ 100 já é possível comprar títulos do Tesouro Direto. Mas ele acrescentou que quanto maior o valor adquirido, melhor, já que esse investimento tem a incidência de taxas e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).



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Aos 40, é preciso atenção com o futuro

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

05/07/2009 | 07:34


Quem está na faixa dos 40 anos de idade e ainda não se preocupa em guardar recursos para complementar a renda quando se aposentar, precisa correr, pois já está atrasado.

Segundo especialistas, é importante que as pessoas comecem o quanto antes a investir com esse objetivo para não sofrerem com a perda de padrão de vida. A perspectiva de depender apenas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não é nada promissora.

O consultor de finanças pessoais Francis Brode Hesse salienta que o ideal é começar aos 20 anos, mas aos 40, ainda dá tempo. Isso desde que se tenha em mente que, com o passar dos anos, é preciso ir reduzindo a exposição ao risco - ou seja, investir menos, por exemplo, em ações, que fazem parte do mercado de renda variável exatamente porque estão sujeitas a oscilações fortes de valor.

Opções - Há dois caminhos indicados para quem pensa em uma velhice mais tranquila. Uma delas é adquirir um plano de previdência privada, em que se contribui todo mês e ao fim de determinado período (por exemplo, 20 anos), começa-se a receber um benefício mensal. Outra opção é investir, por conta própria os recursos em títulos do governo, fundos de renda fixa e ações, por exemplo.

Hesse cita que o primeiro caso é mais indicado para quem não tem tanta disciplina para poupar, já que o recurso é descontado da conta corrente e já existem produtos prontos, que os bancos oferecem.

Porém, é importante pesquisar bem as taxas de administração e de carregamento, que variam bastante, de acordo com cada instituição financeira. "Se a pessoa puder escolher um plano coletivo, de empresa ou de classe (no caso de profissional liberal), os custos costumam ser menores", citou.

Também é importante observar o tipo de plano, de acordo com o perfil do investidor. Existem os agressivos (que investem mais em ações), os moderados e os conservadores. "Quem tem 40, pode ser agressivo no começo, mas é preciso cautela", avaliou Hesse.

Disciplina - Para quem é disciplinado para destinar todo mês dinheiro com o objetivo de longo prazo, pode ser mais rentável aplicar parte dos recursos em títulos públicos e parte em ações.

O valor a ser investido não deve ser visto como uma barreira. "No início, você pode colocar R$ 50 todo mês numa poupança, até ultrapassar R$ 5.000 e aí, pode sacar e passar para um título público ou um CDB", afirmou o professor Pedro Vartanian. Ele acrescentou que o ideal é comprometer entre 5% e 10% da renda com as aplicações de longo prazo.

Hesse salienta que, a partir de R$ 100 já é possível comprar títulos do Tesouro Direto. Mas ele acrescentou que quanto maior o valor adquirido, melhor, já que esse investimento tem a incidência de taxas e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

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