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Gestão do lixo: Sto.André rumo ao topo

Grande parte de Santo André não sabe, mas a cidade vem pagando mais...


Dgabc

10/04/2013 | 00:00


Artigo

Grande parte de Santo André não sabe, mas a cidade vem pagando mais de R$ 11 milhões por ano além do que deveria para dar destinação ao lixo. Temos aterro sanitário historicamente bem conceituado. Em vez de usá-lo, pagamos empresa para destinar mais de 90% dos nossos resíduos para outra cidade. Por que isso acontece? Porque, em 2010, a capacidade de o aterro receber todo o lixo de Santo André acabou. Tínhamos projeto para readequação de seus espaços, o que lhe daria pelo menos mais nove anos de funcionamento. Só que esse projeto nunca foi realizado.

O aterro ainda recebe resíduos, mas em quantidade bem inferior. E sua avaliação caiu: a nota que a Cetesb lhe conferia era de 9,3 e, hoje, é de 7,1. Continua sendo um dos mais bem avaliados da Grande São Paulo. No entanto, por não podermos destinar a ele todos os resíduos úmidos produzidos na cidade, temos esse deficit de R$ 11 milhões. Não é o único prejuízo. A Coleta Seletiva, da qual Santo André foi pioneira, precisa de incentivo. As viagens para recebimento de material diminuíram e as cooperativas de triagem, além de terem trabalhado em condições inadequadas, dependem de intermediários para revender os resíduos para a reciclagem e, assim, garantir seu sustento. Também nesse quesito perde o município como um todo, que vê o desgaste de seu ambiente se acelerar.

Desde 1997, Santo André tinha posição pioneira no que tange à destinação de resíduos. Em 2007, chegamos ao ponto de já poder discutir a adoção de outras tecnologias que permitissem o usufruto do antes chamado lixo - agora já alçado à condição de matéria-prima - para a fabricação de insumos de construções e de parques e mesmo para a geração de energia. Era possibilidade comum na Europa, mas quase inédita por aqui. Agora, estamos apenas voltando à situação de 2007. O debate mais profícuo está congelado.

Felizmente, não se perde estrutura nem know-how de uma só vez. Sob nova gestão, o Semasa corre para reverter a situação. Em 2014, o aterro voltará a operar na plenitude, o que nos permitirá realocar os recursos - hoje gastos extraordinariamente na coleta - em projetos que signifiquem investimento, e não custeio. E não vamos abrir mão de fazer campanhas que restabeleçam à população de Santo André o papel de protagonista em cidadania e educação ambiental: todos juntos fazendo a cidade mais bela e agradável.

Sebastião Ney Vaz Jr. é engenheiro sanitarista e superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Palavra do Leitor

Feliciano

Na Comissão de Direitos Humanos, com a Bíblia e Constituição do Brasil nas mãos, o deputado Marco Feliciano afirmou que enquanto ‘estiver dentro desses dois padrões, ninguém o tira de onde quer que seja'. Digo que o senhor está fora dos dois padrões, pois na Constituição diz que todo poder emana do povo e somente em nome desse pode ser exercido, e o senhor não me representa e não representa tantos outros! Já a Bíblia é um grande compêndio, que versa sobre o respeito, solidariedade, caridade, benevolência, justiça, fé, paz e amor ao próximo, conceitos que, frente às suas declarações, deixam claro que desconhece ou, se conhece, não segue. Por isso, fora. Esse lugar não lhe pertence.

Gecimar Evangelista

Mauá

Tomate

O tomate é, sem dúvidas, excelente alimento, mas, ultimamente, seu preço está altíssimo. Sabemos que o agricultor depende do clima, das chuvas etc, porém, tem muita gente envolvida na produção e comercialização que se aproveita do papo das intempéries e ganha muita grana com isso. Sugestão: façam como eu, não comprem tomate! Ninguém morre por ficar alguns dias sem o fruto. Temos ao nosso favor a lei da oferta e da procura, se a gente não comprar, e começar a sobrar nas prateleiras, irão baixar os preços para não perder tudo. Infelizmente, no País, mesmo quando já não existem mais fatores que encarecem um produto, os preços se mantêm altos, para lucro e satisfação de empresários. Precisamos estar alertas!

Ivanir de Lima

São Bernardo

Sem vendas

Ao ler reportagem neste Diário referente à licitação para recontratar serviço de verificação aérea para fiscalizar crimes ambientais no entorno da Billings, em São Bernardo (Política, dia 30), fico na expectativa de que com essa medida o prefeito e a secretária de Gestão Ambiental parem de fazer vistas grossas ao estado deplorável que se encontra o bairro 4º Centenário, em Riacho Grande. Assim, não haverá mais desculpas esfarrapadas da Prefeitura com referência a não saber do dano ambiental causado no entorno da represa devido aos escombros e ao acúmulo de lixo das casas pré-demolidas deixados pela empresa que pretende fazer empreendimento no local, mas não apresenta alvará da Cetesb nem da Prefeitura. Nos dá a entender que tudo vem sendo feito clandestinamente. Nós, proprietários, esperamos que com voos de helicóptero as vistas das autoridades municipais e estaduais sejam desvendadas.

José Oni Matiais Ramos

São Bernardo

Obrigado, Ademir

Fiquei emocionado ao ver a reportagem do programa Causas Nobres, do Ademir Medici. Inclusive com direito a foto. Só você mesmo poderia fazer isso, demonstrando que é realmente um grande amigo. Abraços.

Antônio Dalto

Santo André

Matagal

No dia 2, completaram-se 60 dias de pedido feito à Prefeitura para retirada de matagal que se formou em viela que liga as ruas Tumiaru e Massaranduba, no Parque João Ramalho, em Santo André. A via pública é ‘shopping center' para insetos e outros parasitas, que ameaçam a saúde da população que transita pelo local. Total descaso e negligência da Prefeitura, que não toma providências. Foram passados cinco prazos para realização do serviço e sempre os atendentes dizem que consta nos registros que o trabalho está concluído. É inacreditável que a administração pública faça vista grossa para problema tão sério e que não é difícil de ser solucionado. Colocar a culpa na chuva, de novo, seria infantilidade, pois desde o dia do pedido houve vários períodos de possibilidades de realização da tarefa. E pensar que, infelizmente, essa gestão continuará por mais 45 meses. Lamentável!

William Borges

Santo André



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