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Paranapiacaba terá parque natural


Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

23/02/2003 | 18:45


Após um ano da compra da Vila de Paranapiacaba pela Prefeitura de Santo André, um projeto de criação do Parque Natural Municipal de Paranapiacaba está para ser aprovado. Os estudos estão em fase final de elaboração por uma equipe técnica da Subprefeitura da Vila e o aval para que ele saia do papel será dado pelo prefeito João Avamileno, o que deve acontecer ainda neste semestre. Segundo o subprefeito da Vila e do Parque Andreense, João Ricardo Guimarães Caetano, o documento deve ser apresentado para aprovação até o fim de março.

“Desde novembro do ano passado, 13 profissionais estão analisando a área de cerca de 4,6 milhões de m² – predominantemente de mata secundária com bom estado de conservação – para verificar qual extensão será destinada ao parque e para saber também qual será a infra-estrutura necessária para o seu funcionamento – com relação à fiscalização, centro de visitantes e sinalização”, disse o subprefeito. Com a criação do parque, o município passa a ser gestor de proteção dos recursos naturais do local, o que, para Caetano, significa um grande ganho para a Vila.

“O parque natural difere do parque urbano por ter uma proporção muito maior de área vegetal e, por isso, uma função de conservação da biodiversidade com uma proposta mais científica. Unimos a esse papel o lazer, mas a visitação deve ser mais restrita”, afirmou o subprefeito.

Atrações – Dentro da área estudada pela equipe técnica estão a trilha da Comunidade, que fica próxima à divisa de Mogi das Cruzes, onde há pequenas quedas d’água, e a do Parque das Águas, com cursos d’água e mirantes. Ambas já são visitadas por turistas e moradores de Paranapiacaba atualmente.

“A área do futuro parque faz divisa com o Parque Estadual da Serra do Mar, o que beneficia o ciclo de reprodução da fauna e flora. Se o parque fosse ilhado, entre áreas urbanas, quebraria esse ciclo”, disse Caetano.

Na área verde em estudo há também alguns pontos de difícil acesso na mata, que exigem maior preocupação com a preservação. “Um dos aspectos mais importantes é o fato de abrigar várias nascentes do rio Grande. Não podemos esquecer que a floresta está bem próxima de Itapanhau, uma das regiões com maior índice pluviométrico do país.” Na mata podem ser encontradas madeira-de-lei, ipês, cedros, jatobás, quaresmeiras e orquídeas e animais como jaguatiricas, macucos, onças pardas, porcos-do-mato e veados.

Segundo o subprefeito, uma das principais preocupações em transformar a área em parque é com a visitação, para que a preservação do meio ambiente não seja comprometida. “Não permitiremos que haja impacto ambiental como construções novas dentro da área. Reaproveitaremos as construções já existentes, como cabanas de madeiras”, disse.

O principal empecilho para a abertura do parque é a questão financeira. “Mas é possível fazer um remanejamento no orçamento. Pretendemos ainda recorrer a financiamentos federais, de fundos privados de ações ambientais e internacionais, caso o parque seja aprovado.”



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