Política Titulo Dois meses depois
Parte do teto que desabou em ala da Policlínica Centro continua à espera do reparo em São Bernardo

Paciente diz que Prefeitura iniciou conserto do telhado na quinta

Wilson Moço
Do Diário do Grande ABC
01/07/2023 | 10:08
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Arquivo Pessoal


Pouco mais de dois meses depois de usuários terem verificado goteiras em ala da Policlínica Centro, localizada na Avenida Armando Ítalo Setti, a cerca de 300 metros do Paço Municipal, a Prefeitura de São Bernardo, comandada por Orlando Morando (PSDB), iniciou o conserto do telhado. Paciente que faz fisioterapia na sala afetada pelo vazamento informou que esteve no local na quinta-feira (29) e notou o serviço sendo realizado no lado externo, mas que a parte do teto que desabou em virtude da infiltração de água continuava intocada.

O processo de deterioração da unidade foi relatado ao Diário no começo de junho por paciente que faz tratamento na Policlínica, quando também encaminhou fotos tiradas no dia 18 de abril, as quais revelavam baldes no chão para evitar que o espaço onde são realizados tratamentos de fisioterapia ficasse inundado, o que colocaria usuários e funcionários em risco. Ele também tirou fotos no dia 4 de maio, que mostravam a parte do teto que desabou e a área da sala isolada com fitas. E informou ontem que o conserto ainda não foi iniciado. “O teto está na mesma, mas na quinta-feira começaram a mexer no telhado. Mas só depois que o problema de goteira for resolvido é que vão para o conserto do teto”, disse. 

Uma das pessoas ouvidas pelo Diário quando da publicação da reportagem disse que precisava fazer uma cirurgia de emergência para trocar os pontos do tendão operado, que inflamaram e provocaram infecção. Procurado novamente ontem, ele comentou que ainda não conseguiu agendar nova operação no HC (Hospital de Clínicas). 

“Eu fiz a cirurgia em janeiro e depois todos os procedimentos, mas teve uma inflamação e o médico encaminhou pedido de nova cirurgia com urgência. Tenho ligado direto no HC para marcar, mas dizem que não tem previsão. A situação lá está enrolada.”

O Diário noticiou, em 1º de junho, que o HC está com três alas fechadas para reforma, porque apresentam vazamentos, infiltrações e pisos com elevações em alguns pontos, o que causa risco a pacientes e funcionários. Cerca de 110 dos 257 leitos foram desativados por causa dos serviços, dos quais 20 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) – são em torno de 40.

Questionada, a Prefeitura não se posicionou até o fechamento desta edição.




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