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Os bons filhos à casa retornam!
Por Rodermil Pizzo
15/06/2023 | 19:13
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Segundo a Bíblia, apenas um filho torna à casa do bom pai.

No caso da CVC Turismo, esta semana, as mudanças generalizadas provam que vários filhos à casa podem e devem retornar.

A CVC sempre foi conhecida e marcada pela gestão “caseira” da família Paulus e que cresceu aos olhos acirrados do “dono” e com a participação ativa do escudeiro Valter Patriani – que não pode dizer que fosse apenas o braço-direito, já que o restringiria, uma vez que esteve em todos os lados do corpo da empresa por longos anos.

O bordão “O olho do dono engorda o gado” poderia ser slogan para a marca e prova que a máxima é verdadeira.

Com início e sede sempre em Santo André, a empresa de turismo passou por diversas fases e situações que marcaram sua imagem ao público consumidor e ao mercado.

Sobreviveu por vários planos econômicos e sociais e viu toda sua concorrência desaparecer e manteve-se em pé.

Em algum momento de sua história, Guilherme Paulus se rendeu às ofertas do grupo de investimento Carlyle e o controle acionário da empresa passou ao fundo.

Mesmo assim, a presença dos líderes eram tatuagens diárias na empresa. Guilherme, Patriani e sua equipe seguiam dando as cartas e conduzindo a relação com mercado todo.

Tudo caminhando bem até o momento em que a crise covidal pegou de surpresa a tudo e a todos, obviamente não poupando ninguém. O turismo foi duramente apunhalado e teve dias difíceis.

A empresa, que já não contava com as figuras carimbadas e com expertise dos famosos líderes, passa por um dos seus piores crivos.

O coro se formou, insinuando que a CVC teria um destino igual ao de seus concorrentes e que, desta vez, não sobreviveria a tamanha ladeira abaixo.

Crises internas, debandada de líderes, fechamento de lojas, desmandos e mudança de diretoria fizeram a marca sofrer ainda mais. Todavia, a curiosa atitude dos clientes, alheios a questões internas, seguia, ainda de forma tímida, apoiando e confiando na marca de 50 anos de mercado.

As ações, que chegaram abaixo de R$ 3, e que em tempos áureos já foram comercializadas a R$ 60, pareciam marcar o destino amargo e sem volta da CVC.

O que parecia sem solução teve uma reviravolta animadora. O mercado acordou com a notícia de que o ex-proprietário da marca Guilherme e seu filho Gustavo Paulus empreenderam e injetaram milhões na empresa andreense, investiram grandemente, provando com recursos próprios que confiam na retomada da gigante do turismo e novamente reassumiram o controle e gestão.

Com indicação de um gestor experiente e conhecedor, que já esteve como líder na CVC, querido da família Paulus, o executivo Fabio Godinho foi o nome escolhido para apresentar ao mercado e este rapidamente tratou de recrutar e iniciar a reestruturação com nomes já conhecidos e que participaram da história da empresa.

As mudanças foram recebidas de braços abertos por todos, e as indicações e novidades anunciadas, na última convenção, realizada em Balneário Camboriu pela CVC, fizeram inclusive as ações subirem e a credibilidade da marca disparar.

A CVC, que nos últimos tempos, ficou entre a corda bamba, ressurgiu triunfante como Fênix. Só que esta Fênix não é cinza e sim azul e amarela.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro.




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