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Regiao prepara versao do musical 'Hair'


Gislaine Gutierre
Da Redaçao

27/05/2000 | 15:25


Hair, o musical contestatório de maior sucesso nos Estados Unidos, ganha em junho sua quinta versao brasileira e a primeira a ser encenada com um elenco formado exclusivamente por artistas do Grande ABC. A produçao, orçada em cerca de R$ 60 mil, envolve uma equipe de 70 pessoas, 25 dos quais estarao em cena a partir de 16 de junho, no teatro do Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior) de Sao Caetano. A direçao é de Kléber di Lázzare, da mesma cidade.

Essa montagem nao terá nenhum diálogo igual ao texto original. "Nao valia a pena realizar o espetáculo da mesma maneira que 30 anos atrás. As coisas mudaram", justifica o diretor. "Mandamos nossa versao para a Sbat (Sociedade Brasileira dos Autores Teatrais) e eles nao alteraram nada", comemora.

A história, porém, é a mesma criada em 1967 por Jerome Ragni e James Rado. No original, um jovem do interior dos Estados Unidos vai a Nova York para ingressar no exército e lutar na Guerra do Vietna. Na cidade, encontra uma turma de hippies.

Na montagem de Di Lázzare, há algumas modificaçoes como, por exemplo, na mais famosa cena - na qual todo o elenco aparece nu, indo ao encontro da platéia.

"Os atores dançarao freneticamente e, aos poucos, tirarao a roupa. A idéia, agora, nao é chocar mas, numa metáfora maior, mostrar as pessoas se libertando da maldade, da inveja e da hipocrisia". A cena foi elaborada com base em um ritual de xamanismo, ensinado por uma mestra brasileira radicada na India.

Os hippies também surgem um pouco diferentes. "Nós ampliamos as preocupaçoes deles. Um exemplo é o racismo, tema que no original aparece em uma cena e que agora é desenvolvido também em outros momentos", explica.

Menos glamour - "Acho que os personagens do original Hair (cabelo, em inglês) sao muito alegóricos. Preferi me aprofundar na alma deles, deixando de lado aquele glamour dos musicais norte-americanos para dar uma versao mais teatral", analisa.

Isso nao quer dizer que a parte musical foi deixada em segundo plano. Para o projeto do espetáculo Hair do teatro do Imes, foram selecionados seis músicos que tocarao, ao vivo, 18 composiçoes. No elenco, todos cantam, e três deles também tocam violao em alguns momentos. A montagem terá dois atos.

O cenário, criado por Di Lázzare, conta com três enormes escadas de metal (de 2,5 m de altura por 5 m de comprimento e 3 m de largura) que, movimentadas, formam os diversos ambientes. O espetáculo será apresentado em uma arena no pátio do Imes e deve ficar em cartaz até 8 de outubro.

Mesmo com todas as modificaçoes, Di Lázzare acredita que essa versao agradará tanto aos fas quanto àqueles que nunca viram o musical. "Hair continua sendo uma celebraçao ao prazer, e é isso que vamos mostrar".



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Regiao prepara versao do musical 'Hair'

Gislaine Gutierre
Da Redaçao

27/05/2000 | 15:25


Hair, o musical contestatório de maior sucesso nos Estados Unidos, ganha em junho sua quinta versao brasileira e a primeira a ser encenada com um elenco formado exclusivamente por artistas do Grande ABC. A produçao, orçada em cerca de R$ 60 mil, envolve uma equipe de 70 pessoas, 25 dos quais estarao em cena a partir de 16 de junho, no teatro do Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior) de Sao Caetano. A direçao é de Kléber di Lázzare, da mesma cidade.

Essa montagem nao terá nenhum diálogo igual ao texto original. "Nao valia a pena realizar o espetáculo da mesma maneira que 30 anos atrás. As coisas mudaram", justifica o diretor. "Mandamos nossa versao para a Sbat (Sociedade Brasileira dos Autores Teatrais) e eles nao alteraram nada", comemora.

A história, porém, é a mesma criada em 1967 por Jerome Ragni e James Rado. No original, um jovem do interior dos Estados Unidos vai a Nova York para ingressar no exército e lutar na Guerra do Vietna. Na cidade, encontra uma turma de hippies.

Na montagem de Di Lázzare, há algumas modificaçoes como, por exemplo, na mais famosa cena - na qual todo o elenco aparece nu, indo ao encontro da platéia.

"Os atores dançarao freneticamente e, aos poucos, tirarao a roupa. A idéia, agora, nao é chocar mas, numa metáfora maior, mostrar as pessoas se libertando da maldade, da inveja e da hipocrisia". A cena foi elaborada com base em um ritual de xamanismo, ensinado por uma mestra brasileira radicada na India.

Os hippies também surgem um pouco diferentes. "Nós ampliamos as preocupaçoes deles. Um exemplo é o racismo, tema que no original aparece em uma cena e que agora é desenvolvido também em outros momentos", explica.

Menos glamour - "Acho que os personagens do original Hair (cabelo, em inglês) sao muito alegóricos. Preferi me aprofundar na alma deles, deixando de lado aquele glamour dos musicais norte-americanos para dar uma versao mais teatral", analisa.

Isso nao quer dizer que a parte musical foi deixada em segundo plano. Para o projeto do espetáculo Hair do teatro do Imes, foram selecionados seis músicos que tocarao, ao vivo, 18 composiçoes. No elenco, todos cantam, e três deles também tocam violao em alguns momentos. A montagem terá dois atos.

O cenário, criado por Di Lázzare, conta com três enormes escadas de metal (de 2,5 m de altura por 5 m de comprimento e 3 m de largura) que, movimentadas, formam os diversos ambientes. O espetáculo será apresentado em uma arena no pátio do Imes e deve ficar em cartaz até 8 de outubro.

Mesmo com todas as modificaçoes, Di Lázzare acredita que essa versao agradará tanto aos fas quanto àqueles que nunca viram o musical. "Hair continua sendo uma celebraçao ao prazer, e é isso que vamos mostrar".

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