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Há 15 dias do fim, vacinação contra a gripe não chega a 27% na região

Mais de 760 mil pessoas de grupos prioritários ainda precisam receber a vacina; prefeituras ampliaram imunização para população acima de seis meses

Thainá Lana
do Diário do Grande ABC
17/05/2023 | 08:34
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Celso Luiz/DGABC


Há 15 dias do fim da 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, prevista para acabar dia 31 de maio, a média vacinal no Grande ABC atingiu ontem apenas 26.13% de cobertura do grupo prioritário, conforme apontam os dados do Ministério da Saúde. 

Segundo o levantamento, 763.771 pessoas do público-alvo, como crianças, idosos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde, entre outros, ainda não foram receber o imunizante contra a gripe (veja dados na arte abaixo). 

O baixo índice na região não chegou sequer à metade da meta de imunização estabelecida pelo governo federal, de 90% da população-alvo. No País, 21 milhões de pessoas receberam a vacina contra a Influenza, o que representa 30% do total do público estimado.

Como medida para tentar atingir a meta nacional de vacinação, na última semana, o Ministério da Saúde recomendou que os municípios ampliassem a imunização contra gripe para toda população acima de seis meses. De acordo com informações da Pasta, o objetivo é expandir a cobertura vacinal contra a gripe antes do inverno, quando as infecções respiratórias tendem a aumentar. 

Na região, seis cidades ampliaram a aplicação de doses para toda população – com exceção de Rio Grande da Serra, que não informou. O fármaco está disponível em todas as unidades de saúde dos municípios, e não há necessidade de agendamento.

Além da ampliação, para tentar diminuir a baixa adesão as prefeituras realizam mutirões aos fins de semana, ações de conscientização, vacinação em pontos estratégicos e busca ativa, entres outras ações. 

A vacina Influenza trivalente é produzida e entregue pelo Instituto Butantan, seguindo orientações de produção da OMS (Organização Mundial da Saúde). O imunizante deste ano é composto por duas cepas do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e por uma cepa do tipo B (linhagem Victoria). 

“O imunizante é atualizado a cada ano com as cepas mais circulantes no mundo, por isso a necessidade de a vacina ser tomada anualmente”, destaca o Ministério da Saúde.

O professor de saúde pública e de epidemiologia do Centro Universitário São Camilo, Sérgio Zanetta, reforça que a vacina contra Influenza pode ser aplicada com outros imunizantes. “A pessoa pode receber a dose contra gripe com outras doses que estejam atrasadas, como a da Covid-19, por exemplo. O fármaco contra Influenza não protege contra todos os vírus da gripe, mas sim contra os três mais graves que podem acometer as pessoas, aumentando as complicações de doenças respiratórias e levando a quadros mais severos, principalmente de grupos de risco, como idosos, grávidas, imunossuprimidos e crianças, entre outros”, explica o médico. 

SURTO NO AMAPÁ

O Amapá enfrenta surto de casos de síndromes gripais e respiratórias. O governo estadual decretou, no último sábado, emergência em saúde pública por conta da alta de 108%, entre janeiro a maio deste ano, nas internações de crianças com síndromes gripais no Estado.




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